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Dólar começa o dia estável em manhã de “superquarta” de juros no Brasil e nos EUA

O mercado de câmbio abriu a quarta-feira (17/9) praticamente sem variações, com investidores concentrados nas decisões de política monetária previstas para hoje no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h08, o dólar era negociado a R$ 5,301, alta residual de 0,02% em relação ao encerramento anterior.

Quinta sessão seguida de queda na véspera

No pregão de terça-feira (16/9), a divisa norte-americana recuou 0,43%, fechando a R$ 5,298 – o menor valor de encerramento em 15 meses, desde 6 de junho de 2024. Com o movimento, a moeda acumula perdas de 2,29% em setembro e de 14,27% no ano.

Ibovespa renova máximas históricas

As transações com o Ibovespa, principal índice da B3, começam às 10h. Ontem, o indicador avançou 0,36%, para 144.061,74 pontos, maior patamar de fechamento da série histórica. Durante a sessão, o índice chegou ao recorde intradiário de 144.584,09 pontos. No acumulado do mês, a alta é de 1,91%; no ano, 19,82%.

Expectativa para as taxas de juros

A chamada “superquarta” ocorre quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, e o Federal Open Market Committee (Fomc), do Federal Reserve dos EUA, divulgam simultaneamente suas decisões sobre as taxas básicas de juros.

No Brasil, a Selic está fixada em 15% ao ano desde a reunião de julho, quando o Copom interrompeu a sequência de altas. Analistas veem consenso em torno da manutenção desse patamar, o mais elevado desde 2006. A taxa serve de referência para empréstimos, financiamentos e aplicações em renda fixa e é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação.

Nos Estados Unidos, a taxa de juros permanece no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano desde a última reunião do Fed. Ferramenta de monitoramento do CME Group aponta, nesta manhã, 94% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual e 6% de chance de redução de 0,5 ponto. Assim, o debate entre investidores gira em torno do tamanho do ajuste e da trajetória dos juros ao longo de 2024.

Juros mais altos tendem a encarecer o crédito e frear a atividade econômica, enquanto cortes reduzem o custo dos financiamentos e estimulam consumo e investimento. As definições de Copom e Fed podem influenciar não apenas as cotações do dólar e da Bolsa, mas também o fluxo de capitais para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Até o anúncio dos dois bancos centrais, a expectativa é de que os ativos brasileiros oscilem em compasso de espera, com baixa liquidez e ajustes pontuais em função de operações de curto prazo.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles

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