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Mensagens revelam que suspeito confessou assassinato de Charlie Kirk ao parceiro

Promotores do estado de Utah, Estados Unidos, divulgaram na terça-feira (16/9) uma troca de mensagens em que Tyler Robinson, 26 anos, admite ter assassinado o ativista conservador Charlie Kirk, aliado do ex-presidente Donald Trump. O conteúdo foi anexado ao processo que acusa Robinson de homicídio qualificado e de tentativa de obstrução de justiça.

Segundo a Promotoria, as mensagens foram enviadas logo após o tiroteio. Em um dos trechos, o parceiro de Robinson pergunta: “não foi você quem fez isso, certo?”, ao que o suspeito responde: “Sim, desculpe”. Questionado sobre o motivo, ele afirma estar “farto do ódio dele” e conclui que “alguns ódios não podem ser negociados”.

Antes da conversa virtual, Robinson havia deixado um bilhete sob o teclado do companheiro dizendo: “Tive a oportunidade de matar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”. O recado foi encontrado poucas horas depois do crime.

Acusações formais

Além do homicídio qualificado, Robinson enfrenta denúncias por orientar o parceiro a apagar provas digitais e não cooperar com investigadores. Apesar disso, o companheiro prestou depoimento à polícia e entregou as conversas.

De acordo com o processo, a mãe do acusado relatou que, no último ano, o filho migrara para posições políticas de esquerda e demonstrava apoio a causas LGBT+. O parceiro de Robinson está em processo de transição de gênero, informação confirmada pelo Ministério Público.

Até a última atualização do caso, não havia registro de advogados constituídos para representar o réu, segundo o jornal The New York Times.

Trechos principais da conversa

Tyler Robinson: “Pare o que está fazendo e olhe embaixo do meu teclado.”

Companheiro encontra o bilhete: “Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”.

Parceiro: “O quê? Você está brincando, né?”

Robinson: “Ainda estou bem, meu amor, mas vou ficar preso em Orem por mais um tempo.”

Parceiro: “Não foi você quem fez isso, certo?”

Robinson: “Sim, desculpe.”

Robinson: “Já estou farto do ódio dele. Alguns ódios não podem ser negociados.”

Em outras mensagens, o suspeito descreve onde escondeu o rifle herdado do avô, demonstra preocupação com impressões digitais e instrui o parceiro a “excluir essa troca”. Ele acrescenta que pretende se entregar voluntariamente e pede: “não fale com a mídia, por favor”.

As autoridades não informaram se o armamento foi localizado. O inquérito segue em andamento e novas audiências ainda serão agendadas pela Justiça de Utah.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles

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