Um servidor público da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC) foi preso em flagrante, na segunda-feira, 15 de setembro de 2025, após invadir uma residência no bairro Bosque da Saúde 2, em Cuiabá. Identificado como M.A.H., 46 anos, o homem foi detido pela Polícia Militar minutos depois de furtar um celular e atacar sexualmente a moradora, K.F.O., 35 anos, que dormia ao lado do filho pequeno.
Invasão durante a manhã
Conforme boletim de ocorrência, a vítima havia acabado de levar a filha ao portão para ir à escola e voltou a deitar-se com o filho. Por volta das 8h, sentiu uma mão em sua genitália e, ao abrir os olhos, viu um desconhecido sobre ela. Ela gritou, fazendo o invasor fugir do quarto e sair da casa. Ao verificar os pertences, percebeu o desaparecimento de um celular Redmi e do carregador.
Perseguição e prisão
Enquanto patrulhava a Avenida Jurumirim, próxima ao imóvel, uma equipe da PM avistou um homem pulando o muro de uma residência. O suspeito tentou correr, mas foi alcançado em frente a um condomínio. Com ele, os policiais encontraram um aparelho Redmi cuja tela exibia a foto de uma mulher. Levado de volta à casa, K.F.O. reconheceu tanto o telefone quanto o autor do ataque.
Confissão parcial
Na Central de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, M.A.H. admitiu ter invadido o imóvel e furtado o celular. Alegou recaída no consumo de drogas e afirmou que pretendia trocar o aparelho por pasta base de cocaína. Ele, porém, negou ter praticado abuso sexual. Segundo o suspeito, os arranhões no corpo foram causados pelas tentativas de escalar o muro para entrar e sair da casa.
Histórico policial e medida cautelar
Registros da polícia indicam que o servidor é investigado desde 2012 por crimes como furto, violação de domicílio, ameaça e lesão corporal. Diante da reincidência, a delegada Carla Evangelista Lindenberg Nogueira solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, argumentando que a medida é necessária para resguardar a ordem pública.
Durante a audiência de custódia realizada no mesmo dia, o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto acatou o pedido. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime cometido dentro da residência, considerada espaço de maior proteção da intimidade da vítima. O juiz avaliou que medidas menos severas seriam insuficientes para impedir novas infrações.
Possível agressão policial
A ata da audiência registrou versão conflitante sobre eventuais agressões ao detido. Embora inicialmente tenha declarado não ter sido maltratado, M.A.H. afirmou depois ter sofrido violência ao negar o ataque sexual. Diante da divergência, o magistrado determinou o envio de ofícios à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público para investigar o caso.
Com a prisão preventiva decretada, o servidor da SEDUC permanece à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações por invasão de domicílio, furto e tentativa de estupro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
