Entre 17 e 19 de outubro, o Cine Teatro Cuiabá recebe o MT Queer Premia, festival que celebra a cultura queer e reconhece produções audiovisuais de Mato Grosso. A edição deste ano amplia o formato tradicional de premiação ao incluir oficinas criativas, orientação profissional, exibições de filmes e o Rainbow Carpet – passarela dedicada aos artistas independentes.
Arte, visibilidade e afeto
Idealizada para “marcar na história do audiovisual o jeito mato-grossense de fazer arte”, a programação foi pensada para estimular a produção local. De acordo com o diretor geral, Elton Martins, a iniciativa vai além da entrega de troféus. “A cultura queer não é só arte, é presença, visibilidade e política com afeto. Quem participar vai sair com o coração aquecido e vontade de produzir”, resume.
O festival destaca obras em formatos variados, como curtas, longas, documentários e videoclipes. Também haverá uma categoria especial que homenageia a Personalidade do Ano, voltada a quem mais contribuiu para a cena queer mato-grossense em 2025 por meio de coletivos e projetos culturais.
Indicados ganham evidência
Entre os concorrentes a Personalidade do Ano está Sal de Mandacaru, estudante de Cinema e Audiovisual da UFMT e integrante da cena Ballroom no estado. “Fiquei surpresa e honrada com a indicação. Às vezes não temos dimensão do que fazemos pela comunidade”, afirma Sal, que também atua no teatro e já participou de produções do MT Queer.
37 categorias e voto popular
No total, a premiação reúne 37 categorias, divididas em Técnicas, Drama, Documentários e Especiais, Ação, Ficção & Terror e Personalidade do Ano. Nesta edição, somente as categorias técnicas ficarão restritas ao júri especializado; nas demais, o público poderá escolher seus favoritos.
Para ampliar o protagonismo, a organização decidiu entregar dois troféus em cada categoria com votação aberta: um definido pelos jurados e outro pelo voto popular. A escolha do público continua disponível no perfil oficial do MT Queer no Instagram.
Com a combinação de exibições, debates e atividades formativas, o festival espera fortalecer a rede de artistas queer no estado e incentivar novas produções que retratem a diversidade mato-grossense.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
