A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (17) a Operação Traceback, voltada a localizar provas contra um homem investigado por receber dinheiro obtido em assaltos a motoristas de aplicativo em Cuiabá. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e no local de trabalho do suspeito, ambos no bairro Liberdade.
Conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), a operação buscou apreender armas, munições e dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, que possam comprovar a participação do alvo no esquema criminoso. Também houve tentativa de localizar bens adquiridos com recursos ilícitos.
Crime que originou a investigação
A apuração começou após um assalto ocorrido em 15 de maio, por volta das 20h30, no bairro São João Del Rei. Na ocasião, um motorista de aplicativo foi rendido por dois falsos passageiros armados, que assumiram o controle de seu veículo, um VW Gol, e o mantiveram em cárcere por aproximadamente duas horas.
Durante o sequestro-relâmpago, os assaltantes tentaram várias transações bancárias com os cartões da vítima. A única operação concluída foi um PIX de R$ 121, transferido sob ameaça de arma para a conta de um terceiro. Para a polícia, esse depósito foi o “fio da meada” que permitiu rastrear o dinheiro e chegar ao possível receptador.
Rastreamento reverso
Investigadores seguiram o caminho dos valores e identificaram o titular da conta que recebeu o PIX. Segundo a DERFVA, há indícios concretos de que o suspeito não apenas recebeu a quantia, mas também teria auxiliado ou coordenado o grupo à distância, mantendo contato telefônico com os executores do roubo durante toda a ação.
O nome da operação, Traceback (em tradução livre, “rastreio reverso”), reflete o método utilizado: começar pelo destino do dinheiro para reconstruir toda a cadeia criminosa. A estratégia levou à expedição dos mandados cumpridos nesta sexta-feira.
Crimes atribuídos
O investigado responde pelos crimes de roubo majorado — agravado pelo concurso de pessoas, emprego de arma de fogo e restrição de liberdade da vítima —, receptação qualificada e organização criminosa. Caso condenado, as penas podem superar dez anos de reclusão, podendo ser aumentadas devido aos agravantes.
Documentos, aparelhos eletrônicos e eventual armamento apreendidos serão periciados. A Polícia Civil informou que novas diligências podem ocorrer até que todos os integrantes do grupo sejam identificados.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
