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Seminário debate gestão turística de patrimônios mundiais

Representantes do poder público, especialistas e gestores de destinos turísticos vão se reunir em Brasília (DF), nos dias 4 e 5 de novembro, para o Seminário e Oficina Gestão Turística do Patrimônio Mundial. Promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), o encontro pretende discutir soluções para a conservação, a valorização cultural e o desenvolvimento sustentável dos 25 sítios brasileiros inscritos na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O evento conta com apoio institucional da Unesco e da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A programação inclui painéis técnicos, oficinas e espaços de troca de experiências entre gestores municipais, estaduais e federais, com foco na articulação de políticas públicas e no fortalecimento do turismo como instrumento de preservação e inclusão social.

Em nota, o ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que o governo busca maximizar o potencial dos patrimônios reconhecidos internacionalmente. “Nosso objetivo é proporcionar acesso qualificado à sociedade, fomentar o turismo sustentável e alinhar ações de cultura, meio ambiente, desenvolvimento urbano e turismo, preservando o conhecimento de povos tradicionais e de comunidades locais”, afirmou.

O seminário é uma das iniciativas do Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial, coordenado pelo Ministério do Turismo. O grupo reúne órgãos como os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, das Cidades e da Cultura, além da Embratur, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Atualmente, o Brasil abriga 25 patrimônios mundiais distribuídos por todas as regiões. Entre os destacados estão o Centro Histórico de Salvador (BA), o Conjunto Arquitetônico da Pampulha (MG), a cidade histórica de Ouro Preto (MG), o Parque Nacional do Iguaçu (PR) e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE). Os mais recentes ingressantes na lista, reconhecidos a partir de 2023, são os Lençóis Maranhenses (MA) e o Cânion do Peruaçu (MG).

De acordo com o Ministério do Turismo, a gestão adequada da visitação nesses locais é fundamental para garantir vivências responsáveis e benefícios sociais, econômicos e ambientais às comunidades que os recebem. O seminário pretende apontar boas práticas e mecanismos de financiamento capazes de apoiar a manutenção desses espaços.

As inscrições para participar do evento são gratuitas e podem ser feitas on-line. A expectativa da organização é reunir gestores de municípios detentores de patrimônios mundiais, pesquisadores, empresários do setor turístico e representantes de organizações da sociedade civil.

Além de painéis sobre planejamento integrado e estratégias de marketing, a oficina técnica deve produzir um documento com recomendações para aprimorar a governança e estimular a cooperação entre entes federados, iniciativa privada e organismos internacionais.

As discussões em Brasília devem servir de base para futuros projetos conjuntos e para a elaboração de novos programas de capacitação voltados à qualificação dos destinos reconhecidos pela Unesco.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Turismo

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