O número de cargos comissionados na administração pública federal atingiu o maior nível já registrado em novembro de 2025, somando 50.770 postos, segundo dados oficiais do governo. Desde janeiro de 2023, início do atual mandato, foram criadas aproximadamente 4,4 mil novas vagas destinadas a funções de direção, chefia e assessoramento.
Os cargos podem ser ocupados tanto por servidores concursados quanto por profissionais externos e estão distribuídos por ministérios, autarquias e fundações. A administração direta concentra 53% dessas posições, enquanto o restante fica em órgãos da administração indireta, como institutos e empresas públicas.
Órgãos com mais cargos
Entre as estruturas com maior quantidade de comissionados aparecem:
- Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
- Ministério da Fazenda
- Polícia Federal
- Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Ministério da Saúde
- Presidência da República
Esses órgãos concentram parte significativa das novas designações, refletindo a necessidade de quadros de comando e assessoramento para execução de políticas públicas e gestão administrativa.
Crescimento desde 2023
O incremento de 4,4 mil cargos em relação a janeiro de 2023 corresponde a uma alta de cerca de 9% no total de postos comissionados do Executivo federal. Segundo o governo, as novas vagas visam dar suporte a programas prioritários e fortalecer áreas estratégicas.
Embora o volume de cargos de livre provimento varie a cada gestão, o patamar atual é considerado inédito na série histórica disponibilizada pelo Executivo. Para especialistas em administração pública, o aumento está ligado à expansão da estrutura governamental e à criação de novos ministérios no primeiro ano do mandato.
As informações constam de relatórios oficiais publicados pelo Ministério da Gestão e consolidados em novembro deste ano. Os dados detalham a distribuição por órgão, nível hierárquico e vínculo do ocupante (servidor de carreira ou não).
Não há, até o momento, indicação de redução no número total de cargos. O Executivo segue autorizado por lei a nomear comissionados para funções estratégicas, respeitando limites orçamentários e critérios de perfil profissional definidos em decreto.
Com o novo recorde, o debate sobre o tamanho da máquina pública volta à pauta de servidores, parlamentares e entidades da sociedade civil, que acompanham a evolução da folha de pessoal e os impactos sobre as contas públicas.
O levantamento considerou apenas a administração federal. Estados e municípios têm regras próprias para criação e ocupação de cargos em comissão.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
