Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) protocolou nesta segunda-feira (15) uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que, segundo ele, podem beneficiar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
No documento, o parlamentar solicita que o TCU determine a abertura de auditoria no INSS e no Ministério da Previdência Social. O objetivo é apurar suspeitas de favorecimento indevido, conflito de interesses e uso irregular da estrutura pública. Flávio também pede que, ao fim da investigação, sejam aplicadas sanções a eventuais gestores que tenham sido omissos ou coniventes.
Suposto esquema e valores envolvidos
A representação cita reportagens que associam Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de fraudes previdenciárias. Segundo essas publicações, Lulinha receberia R$ 300 mil mensais, sem contrato formal, além de atuar como sócio oculto em empresas ligadas ao investigado.
Para o senador, a relação familiar de Lulinha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumenta o risco de influência sobre decisões da autarquia. Por esse motivo, Flávio quer que o TCU avalie eventual responsabilidade direta ou indireta do chefe do Executivo nos fatos mencionados.
Pontos que devem ser examinados
O pedido de auditoria inclui a análise de atos administrativos que coincidam com o período dos supostos contatos, como nomeações, exonerações, convênios e repasses de recursos públicos. A intenção é verificar se houve destinação irregular de verbas a pessoas físicas ou jurídicas ligadas aos envolvidos.
Outro tópico destacado é a atuação do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). O vice-presidente da entidade é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente da República. O senador quer apurar se a estrutura sindical foi usada politicamente em conexão com o INSS.
Contexto na CPI do INSS
A iniciativa de Flávio ocorre após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS rejeitar convocações de nomes relacionados ao caso. Em 4 de dezembro, por 12 votos a 9, a comissão barrou o requerimento para ouvir Lulinha. Em 16 de outubro, a CPI já havia negado a convocação de Frei Chico.
Defesa nega irregularidades
Quando as suspeitas vieram à tona, o então advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou as acusações como “pirotécnicas” e “improváveis”. Ele afirmou tratar-se de mais uma tentativa de desgastar a imagem do filho do presidente.
O TCU ainda não se manifestou sobre o pedido. Caso aceite a representação, o tribunal deverá definir relatoria, prazos e escopo da eventual auditoria.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
