O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou que o Brasil atravessa um período “excepcional” ao somar crescimento consistente, avanços sociais e melhora nas contas públicas. A avaliação foi apresentada na quarta-feira (17), durante a última reunião ministerial de 2025, no Palácio do Planalto.
Haddad afirmou que a economia voltou a registrar ritmo semelhante ao observado nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a média de expansão dos últimos três anos supera 3%, e a expectativa é encerrar o triênio com avanço médio de 2,8% – nível que, de acordo com o ministro, não ocorria desde 2010.
Mercado de trabalho em alta
O titular da Fazenda destacou o desempenho do mercado de trabalho, apontando “o melhor momento da série histórica”. Dados citados por Haddad indicam rendimento médio recorde de R$ 3.507 e poder de compra do salário mínimo no maior patamar já registrado. Ele também mencionou números do setor de serviços, que teria alcançado marcas inéditas de atividade.
Impacto social
Na área social, o ministro ressaltou que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, atendem aproximadamente 25% da população. Haddad afirmou que o benefício não desestimula a busca por emprego e apontou um movimento de saída das famílias desses programas, impulsionado pela criação de vagas formais.
Situação fiscal
Sobre as contas públicas, Haddad disse que parte dos desafios atuais decorre de uma “herança” do governo anterior. Ele citou um déficit contratado superior a R$ 200 bilhões, resultado, segundo ele, de despesas obrigatórias sem cobertura, passivos de precatórios e insuficiência de recursos para o próprio Bolsa Família.
O ministro defendeu que a combinação de crescimento econômico, geração de emprego e reorganização orçamentária configura um “verdadeiro milagre econômico”, expressão que utilizou ao comparar o cenário atual com o período de estagnação registrado a partir de 2015.
Haddad concluiu que a melhora da atividade produtiva amplia a arrecadação, ajuda a equilibrar as contas do Tesouro e reforça a sustentabilidade de políticas de inclusão social, fundamentos que, segundo ele, orientarão as metas econômicas do governo em 2026.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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