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Vacina de Oxford poderá ser usada de forma emergencial em 2020, diz coordenadora de testes

Bruno Felipe / Com informações ‘O GLOBO’

Está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) uma vacina contra a covid-19, ela será testada no país pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Sendo que sua produção está na fase final e poderá ser licenciada ainda este ano para uso emergencial caso os dados da atual fase de estudos indiquem sua eficácia. De acordo com a professora Lily Yin Weckx, coordenadora dos estudos da vacina na Unifesp, o contexto da pandemia contribui para a agilidade nas pesquisas.

A terceira fase de testes clínicos busca definir se a vacina é eficaz contra a Covid-19. O estudo completo só deve ser finalizado em junho do ano que vem. Além das doses sendo produzidas em Oxford, o Brasil também participa de testes de outras quatro vacinas, incluindo aquela produzida pela chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Nesta semana, o estado do Paraná anunciou uma parceria com a Rússia para os testes com a vacina anunciada pelo presidente do país, Vladimir Putin. A OMS, entretanto, ainda não garante a eficácia da vacina produzida no país.

Também nesta semana, foi autorizada a participação de voluntários acima de 60 anos nos estudos da vacina de Oxford; a pesquisa que previa a aplicação de apenas uma dose nos voluntários agora irá aplicar uma segunda dose. A mudança foi feita após a divulgação, no final de julho, dos resultados prévios da fase dois, que demonstraram a segurança de uso nos idosos e também o potencial de produção de anticorpos após a segunda dose.

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