Brasília (DF) – A audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi palco de um acalorado bate-boca entre os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Bia Kicis (PL-DF) nesta quarta-feira, 18 de setembro.
Pimenta, que falava à comissão, relatou ter sido alvo de publicações que o apontavam como proprietário da Boate Kiss, casa noturna de Santa Maria (RS) onde um incêndio em 27 de janeiro de 2013 deixou 242 mortos. Sem citar nomes, o deputado afirmou que uma parlamentar integrante da CPMI divulgou a informação falsa na internet. “No dia do incêndio eu estava em Santa Maria, no velório das vítimas, e uma parlamentar que está nesta comissão estampou uma foto dizendo ‘Paulo Pimenta, o verdadeiro dono da Boate Kiss’”, declarou.
Assim que concluiu a fala, Bia Kicis pediu questão de ordem e disse ter certeza de que Pimenta se referia a ela, ainda que seu nome não tivesse sido mencionado. A deputada negou envolvimento com a publicação e acusou o colega de insistir numa mentira já desmentida. “É a segunda vez que esse deputado inventa essa história. Quando houve o incêndio, eu não tinha nada a ver com isso. O dono da página Revoltados Online postou a foto dele, não fui eu. Pare de mentir!”, reagiu.
O clima esquentou, e ambos passaram a falar ao mesmo tempo. Pimenta afirmou possuir provas de que Kicis participou da divulgação da falsa acusação, enquanto a parlamentar reiterava que apenas gravava vídeos para o canal, sem responsabilidade sobre as postagens. A presidência da CPMI precisou intervir para conter a discussão e restabelecer a ordem na sessão.
O episódio se soma a outras trocas de farpas entre os dois deputados em comissões da Câmara. Em reunião anterior da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Pimenta já havia citado Bia Kicis como responsável por espalhar o boato, o que motivou novo desmentido da parlamentar do PL.
Apesar do embate, a CPMI prosseguiu com a pauta prevista, que inclui a investigação de possíveis fraudes e irregularidades na concessão de benefícios do INSS. Não houve deliberação específica sobre o conflito, e nenhum dos deputados informou se pretende acionar o Conselho de Ética ou recorrer à Justiça para tratar do caso.
Até o fechamento desta matéria, não havia registro de pedido formal de retratação ou abertura de procedimento disciplinar na Câmara dos Deputados em razão dos fatos ocorridos na CPMI.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles
