WASHINGTON (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta sexta-feira, 17 de outubro, a comutação da pena do ex-deputado republicano George Santos, de 35 anos. Condenado a sete anos de prisão por fraude eletrônica e roubo de identidade, o ex-parlamentar deixa a penitenciária de segurança mínima em Nova Jersey imediatamente.
O anúncio foi feito na rede social Truth Social. Segundo Trump, Santos recebeu tratamento mais severo do que outros políticos acusados de crimes semelhantes. O presidente afirmou que o ex-deputado passou “longos períodos em confinamento solitário” e que, por isso, decidiu reduzir a sentença “com efeito imediato”.
Trajetória marcada por polêmicas
Filho de pais brasileiros, George Santos representou um distrito de Nova York na Câmara entre 2023 e 2024. Sua carreira ruiu após a imprensa revelar que grande parte de sua biografia era inventada, incluindo títulos acadêmicos, experiências profissionais e até a origem familiar. Ele chegou a declarar, sem provas, ser descendente de judeus que sobreviveram ao Holocausto.
Em maio de 2023, o Departamento de Justiça o denunciou por utilizar doações de campanha em despesas pessoais e pela apropriação de dados de apoiadores para solicitar fundos fraudulentos. Diante das evidências, Santos fechou acordo de culpa em agosto de 2024, admitindo os crimes e aceitando pena de prisão federal, iniciada em julho deste ano.
Alívio parcial
A comutação assinada por Trump mantém intactas as multas e as ordens de restituição fixadas pela Justiça. De acordo com a Casa Branca, o ex-deputado continua obrigado a devolver os valores obtidos de forma ilícita. O perdão parcial também não apaga a ficha criminal de Santos, apenas encerra o cumprimento da pena atrás das grades.
Santos se tornou uma figura conhecida nos EUA pela mistura de ascensão meteórica e escândalos sucessivos. De aliado do partido Republicano a protagonista de manchetes negativas, ele acumulou processos e foi expulso do Congresso após sofrer pressão de colegas da própria sigla.
Com a decisão presidencial, o ex-deputado volta à liberdade menos de quatro meses depois de ter sido transferido para o presídio de Fort Dix, em Nova Jersey. Assessores de Trump justificaram a medida citando “equidade no tratamento judicial” e a situação carcerária do ex-congressista.
Até o momento, George Santos não se pronunciou publicamente sobre a libertação. Seus advogados informaram apenas que ele “agradece ao presidente” e pretende retornar a Nova York nos próximos dias.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
