Um rapaz de 18 anos foi preso na madrugada desta quarta-feira (18) acusado de tentar matar a própria mãe, de 36, em Santa Rita do Trivelato, a 445 quilômetros de Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, o jovem jogou etanol no corpo da mulher, na residência e nas roupas dela, tentando atear fogo com um isqueiro.
Pedido de socorro na rua
Os policiais foram acionados após moradores ouvirem gritos na via pública. A vítima foi encontrada correndo, visivelmente abalada e com as roupas encharcadas de álcool. Aos militares, a mulher contou que o filho se mudou para sua casa há cerca de um mês, acompanhado da namorada, mas não colaborava nas despesas nem realizava tarefas domésticas. As discussões teriam se intensificado devido à falta de contribuição do rapaz e à sua recusa em procurar emprego.
Na noite de terça-feira (17), após mais um desentendimento, o suspeito pegou um galão de etanol, retirou as roupas da mãe do guarda-roupa e despejou o combustível sobre as peças e sobre o corpo dela. Em seguida, tentou acender um isqueiro, mas não conseguiu produzir chama. Aproveitando a falha, a mulher correu para fora da casa e pediu ajuda a vizinhos.
Passado de ameaças
Durante o relato, a vítima afirmou que o filho seria “extremamente perigoso” e que o abrigou apenas porque ele havia fugido de Várzea Grande após receber ameaças de uma facção criminosa. O grupo o acusaria de envolvimento em um homicídio relacionado a disputas entre facções rivais.
Prisão em flagrante
As equipes policiais se dirigiram à residência e, pela janela de um quarto, abordaram o suspeito e a namorada, que ainda estavam no imóvel. O ambiente exalava forte odor de etanol, confirmando a versão da vítima. O jovem recebeu voz de prisão no local por tentativa de homicídio qualificado.
O detido foi conduzido à delegacia de Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar as circunstâncias do crime. A mãe passou por atendimento médico e psicológico e, segundo a corporação, não sofreu queimaduras porque o fogo não chegou a ser aceso.
O caso segue sob investigação para definir se haverá agravantes, como motivo fútil ou emprego de meio incendiário, que podem aumentar a pena em eventual processo criminal.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
