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Mato Grosso ocupa 13º lugar em índice de empresas inadimplentes

A inadimplência empresarial no Brasil alcançou novo recorde em outubro, segundo levantamento da Serasa Experian. O estudo revela que 8,7 milhões de companhias encerraram o mês com contas em atraso, somando R$ 204,8 bilhões em dívidas. Nesse cenário, Mato Grosso aparece na 13ª posição do ranking nacional, com 163.796 empresas negativadas.

O volume expressivo de pendências financeiras é atribuído, sobretudo, à combinação de esfriamento da atividade econômica e dificuldade de acesso ao crédito. De acordo com a Serasa, micro, pequenas e médias empresas — que representam a maior parte do tecido produtivo mato-grossense — são as mais afetadas pela restrição de capital de giro e pelas condições mais duras para renegociação.

Números detalhados

Em média, cada empresa inadimplente no país acumula 7,1 contas vencidas. O valor médio das dívidas chega a R$ 23,6 mil por companhia. O setor de serviços lidera a lista de débitos, reflexo da retração na demanda e da elevação de custos operacionais ao longo do ano.

No recorte estadual, os 163.796 cadastros negativos situam Mato Grosso logo abaixo de Santa Catarina (12ª colocação) e à frente do Pará (14ª). O estado concentra 1,9% do total de empresas inadimplentes do país, participação considerada elevada para uma economia regional de base agropecuária, mas com forte presença de comércio e serviços nas principais cidades.

Contexto econômico

Especialistas ouvidos pela Serasa apontam que o encarecimento do crédito, combinado a um crescimento econômico mais lento, tem pressionado o caixa das empresas. A dificuldade de alongar prazos com fornecedores e instituições financeiras intensifica o número de registros negativos.

A consultoria destaca, ainda, que a inadimplência crescente limita investimentos e contratações, gerando um ciclo que aprofunda a desaceleração. A expectativa é de que medidas de estímulo à renegociação de dívidas e à oferta de linhas de crédito com juros mais baixos possam amenizar o quadro ao longo de 2026.

Enquanto isso, a orientação da Serasa aos empreendedores é buscar reestruturações preventivas de passivos, renegociar prazos antes do atraso e avaliar cortes de custos operacionais para preservar a saúde financeira.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Estadão

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