A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 5 e 9 de fevereiro, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o nome de direita mais competitivo contra a tentativa de reeleição do presidente Lula (PT) nas eleições de outubro. O levantamento indica que, dois meses após ter sido escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para disputar o Palácio do Planalto, Flávio consolidou-se como principal adversário do petista.
Disputa pela menor rejeição
Segundo a sondagem, 55% dos entrevistados declararam que não votariam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 54% manifestaram a mesma resistência a Lula. O empate técnico reforça a avaliação de analistas de que a taxa de rejeição tende a ser decisiva em um cenário de polarização no segundo turno.
Cenários de primeiro e segundo turnos
No primeiro turno, Lula oscila entre 35% e 39% das preferências em sete cenários simulados; Flávio aparece de 29% a 33%. Nenhum pré-candidato de uma eventual terceira via ultrapassa 10%.
Em uma simulação de segundo turno, Lula venceria por 43% a 38%. A diferença diminuiu: em dezembro era de 10 pontos (46% a 36% para o petista), sinalizando avanço do senador fluminense.
Avanço na notoriedade
De acordo com Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião e Política da Quaest, o percentual de eleitores que conhecem Flávio e votariam nele subiu de 28% para 36% entre dezembro e fevereiro. No mesmo período, a rejeição recuou de 60% para 55%, e o grupo que não conhece o parlamentar caiu de 12% para 9%.
A caminho do primeiro turno, Flávio também registra o maior potencial de voto (72%) entre eleitores identificados como direita não bolsonarista, com rejeição de 22%, atrás apenas de Renan Santos (Missão).
Mudanças no tabuleiro partidário
A pesquisa é a primeira da Quaest após o governador Ronaldo Caiado confirmar filiação ao PSD, partido que também reúne os governadores Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS). Apesar da movimentação, o bloco não apresentou crescimento imediato nas intenções de voto. Já o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) saiu dos cenários estimulados ao declarar apoio a Flávio e focar na própria reeleição.
Estrategistas miram eleitor indeciso
Cila Schulman, diretora-executiva do instituto Ideia, avalia que o tom mais moderado adotado por Flávio busca reduzir sua rejeição e atrair partidos de centro. Pesquisa Meio/Ideia, feita de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, mostra empate técnico no segundo turno: Lula tem 45,8% e Flávio, 41,1%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos. Nesse levantamento, Lula lidera a rejeição (44%), contra 34% de Flávio.
Para Schulman, a disputa tende a ser marcada por uma “batalha de rejeições”, em que parte do eleitorado vota em um candidato apenas para evitar a vitória do outro. O grupo decisivo, estimado em cerca de 3% do eleitorado, concentra mulheres de periferias urbanas e tende a priorizar propostas que impactem o cotidiano, e não a ideologia.
Metodologia dos levantamentos
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas presencialmente em todos os estados; a margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança (registro TSE: BR-00249/2026). O Instituto Ideia ouviu 1.500 eleitores, também presencialmente, com 2,5 pontos de margem de erro e 95% de confiança (registro TSE: BR-08425/2026).
Com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e a estabilidade de Lula na liderança, o cenário segue polarizado e depende, cada vez mais, da evolução dos índices de rejeição até outubro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
