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Brasil mantém liderança global com exportação massiva de açúcar pelos portos

Brasil mantém liderança global com exportação massiva de açúcar pelos portos

O Brasil reafirma sua posição como o principal fornecedor mundial de açúcar, mantendo um fluxo intenso de embarques em seus terminais portuários. Segundo o levantamento do line-up, a previsão é de que o país exporte 1,606 milhão de toneladas da commodity na semana encerrada em 17 de junho. Embora o volume seja expressivo, o número representa uma leve retração frente à semana anterior, quando o cronograma apontava para 1,860 milhão de toneladas.

Logística e concentração nos terminais portuários

A infraestrutura portuária brasileira continua sendo o motor dessa operação. O Porto de Santos, em São Paulo, permanece como o principal hub logístico, concentrando sozinho 1.325.530 toneladas programadas para exportação no período. O restante da movimentação é distribuído entre o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 278.000 toneladas, seguido por Recife, em Pernambuco, com 20.300 toneladas, e Maceió, em Alagoas, com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP no mercado internacional

A pauta de exportação é composta majoritariamente pelo açúcar VHP, que totaliza 1.461.304 toneladas. Além deste tipo, o mercado externo demanda outras variedades, incluindo 100 mil toneladas de Crystal B150, 32.300 toneladas de TBC, 7 mil toneladas de açúcar refinado A-45 e 6.000 toneladas de VHP ensacado.

Desempenho financeiro e oscilação de preços

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que, ao longo de junho, o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 574,98 milhões. A média diária de embarques atingiu 178,137 mil toneladas, com receita média de US$ 63,887 milhões em nove dias úteis.

A análise comparativa com junho de 2025 aponta um cenário de contrastes: enquanto o volume diário embarcado cresceu 5,8%, a receita diária sofreu uma queda de 11,5%. O preço médio da tonelada também apresentou recuo de 16,3%, passando de US$ 428,5 para US$ 358,6. Especialistas apontam que essa pressão nos valores internacionais não tem impedido o Brasil de sustentar seu protagonismo, impulsionado pela alta competitividade logística e produtiva do setor sucroalcooleiro nacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Portal do Agronegócio

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