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Alessandro Vieira assume relatoria da PEC da Blindagem no Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi designado, nesta sexta-feira (19/9), relator da Proposta de Emenda à Constituição 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A escolha partiu do presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), que declarou ao portal Metrópoles considerar Vieira o nome ideal para arquivar o texto.

A matéria, aprovada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (17/9) por articulação do Centrão, estabelece que qualquer investigação ou prisão de parlamentares só poderá ocorrer com autorização prévia do Congresso Nacional. Em suas redes sociais, Alessandro Vieira afirmou ser “1000% contra” a proposta, classificando-a como “ideia vergonhosa” que cria “mais barreiras para evitar que políticos sejam investigados e processados”.

Resistência no MDB e na CCJ

A bancada do MDB no Senado também se posicionou contra a tramitação da PEC. Em nota assinada pelo líder da sigla, Eduardo Braga (MDB-PA), o partido considerou o texto um “total desrespeito” ao compromisso com o fortalecimento das instituições democráticas e afirmou que não aceitará qualquer medida que provoque erosão nesse campo.

Com Vieira à frente da relatoria e a manifestação contrária do próprio MDB, as chances de a proposta avançar na CCJ são consideradas remotas. O senador de Sergipe ficou conhecido pelo protagonismo na CPI da Covid, onde atuou como suplente e ganhou visibilidade nacional.

Principais pontos da PEC

O texto aprovado na Câmara retoma o voto secreto em deliberações sobre a abertura de processos contra parlamentares. A alteração foi inserida por meio de uma emenda aglutinativa apresentada por líderes de PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos, além do relator na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA).

Entre as medidas propostas, destacam-se:

Trajetória da proposta

A PEC 3/2021 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em primeiro turno por 366 votos a 102, e em segundo turno por 351 votos a 118. Após a designação de Alessandro Vieira na CCJ, o relator deverá apresentar parecer pela admissibilidade ou rejeição do texto. Caso passe na comissão, a proposta segue para apreciação no Plenário do Senado, onde precisa do apoio de 49 parlamentares em dois turnos para ser promulgada. Se houver mudanças, retornará à Câmara.

Em meio à resistência do relator, da bancada do MDB e de senadores alinhados à Lava Jato, a expectativa é de que a proposta enfrente forte oposição no Senado. Ainda não há data definida para a leitura do parecer de Vieira na CCJ.

Enquanto isso, lideranças do Centrão articulam para tentar manter o texto original, defendendo que o dispositivo reforça a independência entre os Poderes. Críticos, por outro lado, apontam risco de impunidade e retrocesso no combate à corrupção.

O desenrolar da tramitação dependerá do relatório de Alessandro Vieira e da correlação de forças na CCJ. Se o parecer for pela rejeição e obtiver maioria, a PEC será arquivada. Caso contrário, seguirá para votação em Plenário.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles

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