Os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da Pesca e Aquicultura, André de Paula, reuniram-se na quinta-feira (18) para tratar da estratégia que deve permitir ao Brasil voltar a vender pescado para a União Europeia. As exportações estão suspensas desde 2017, e a reabertura do mercado é considerada prioridade pelo governo federal.
Durante o encontro, Fávaro ressaltou que a expectativa está concentrada na auditoria das plantas frigoríficas brasileiras, programada pela autoridade sanitária europeia para o primeiro semestre de 2026. O ministro avaliou essa etapa como “essencial” para recuperar o acesso ao bloco econômico.
Para alinhar ações, foi definida a criação de um grupo de trabalho interministerial, que contará com apoio da Câmara Setorial da Produção e Indústria dos Pescados. O colegiado vai planejar e coordenar as medidas necessárias junto ao setor produtivo, com foco em atender às exigências sanitárias internacionais.
“Vamos organizar essa missão em conjunto, para garantir o protagonismo que o pescado brasileiro merece no mercado externo”, afirmou André de Paula, que defende esforço coletivo para valorizar o produto nacional no exterior.
Desde 2023, os dois ministérios mantêm diálogo contínuo com a autoridade sanitária europeia. Nesse período, foram adotadas ações de adequação higiênico-sanitária em embarcações que pretendem exportar tanto para a União Europeia quanto para o Reino Unido. Entre as medidas estão melhorias nos procedimentos de manuseio e armazenamento a bordo, além da padronização de sistemas de rastreabilidade.
A suspensão das vendas para o bloco europeu completará nove anos em 2026. Na avaliação do governo, a retomada tem potencial para impulsionar a cadeia produtiva nacional, ampliar receitas e gerar emprego em regiões pesqueiras. O cronograma trabalhado pelos ministérios prevê a conclusão das adequações antes da inspeção europeia, de modo a atender integralmente aos protocolos exigidos.
O Ministério da Agricultura e Pecuária ressalta que segue aberto ao diálogo com empresas do setor e estados produtores, a fim de uniformizar as boas práticas e garantir a conformidade sanitária necessária. Já o Ministério da Pesca e Aquicultura reforça que o grupo de trabalho atuará de forma integrada para monitorar prazos, orientar adaptações e acompanhar o processo de auditoria até a decisão final de Bruxelas.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de news.google.com
