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Justiça condena homem a 13 anos por tentativa de feminicídio

Aldrei de Arruda Lima recebeu pena de 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentar matar a ex-companheira Dayana da Silva Araújo a golpes de faca. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (18) pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, que manteve a prisão preventiva do réu e negou a ele o direito de recorrer em liberdade.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a acusação do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) e reconheceu a prática de feminicídio tentado qualificado. Os jurados entenderam que o crime foi cometido por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima, em contexto de violência doméstica, na presença dos filhos do casal e em descumprimento de medidas protetivas vigentes.

De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu em março de 2024. Na ocasião, Aldrei teria invadido a residência de Dayana, contrariando determinação judicial que proibia qualquer aproximação. Armado com uma faca, ele desferiu golpes contra o pescoço e o braço da ex-companheira. A tentativa de homicídio foi interrompida pela intervenção dos filhos e pela rápida chegada de policiais militares, acionados por meio do botão do pânico instalado para proteção da vítima.

O Ministério Público sustentou que o acusado não aceitava o fim do relacionamento e, por esse motivo, decidiu cometer o crime. A promotoria esteve representada no julgamento pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues, que pediu a condenação com as qualificadoras de motivo fútil, impossibilidade de defesa, violência doméstica e descumprimento de ordem judicial.

Ao fixar a pena, o juiz presidente do Júri considerou as circunstâncias agravantes comprovadas e rejeitou eventual redução, destacando a gravidade do fato e o risco imposto à vítima e aos filhos. Como resultado, a pena foi estabelecida em 13 anos e quatro meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em estabelecimento de segurança fechada.

A defesa de Aldrei poderá recorrer, mas o fará com o réu ainda detido, conforme determinação judicial. Já Dayana segue em acompanhamento médico e psicológico, segundo o MP-MT.

Com a sentença, o processo segue para fase de execução penal, onde será definida a unidade prisional em que o condenado cumprirá a pena.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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