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PF indica cirurgia urgente para Bolsonaro; Moraes rejeita recurso

A perícia médica determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro precisa passar, o quanto antes, por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. O laudo foi elaborado por uma junta da Polícia Federal (PF) que avaliou o estado de saúde do ex-mandatário nesta semana.

Segundo os peritos, o procedimento cirúrgico é considerado urgente devido à refratariedade aos tratamentos já adotados, à piora na qualidade do sono e da alimentação e ao risco de complicações decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal provocado pela hérnia.

Tratamento para crises de soluço

No mesmo relatório, a equipe médica apontou que o quadro de soluços persistentes apresentados por Bolsonaro pode ser tratado por meio de um bloqueio do nervo frênico, procedimento considerado “tecnicamente pertinente” pelos especialistas da PF.

Decisão de Moraes

Embora tenha ordenado a perícia, o ministro Alexandre de Moraes negou um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente. O teor do pedido não foi detalhado no documento tornado público. Ainda assim, caberá ao próprio magistrado decidir sobre a autorização para internação hospitalar, solicitada pelos advogados de Bolsonaro com base nas conclusões periciais.

Até o momento, não há data definida para a eventual cirurgia, que deverá ocorrer em hospital a ser indicado pela equipe médica responsável. A defesa sustenta que a intervenção precisa ser realizada com brevidade para evitar agravamento do quadro clínico.

Procurados, representantes do ex-presidente afirmaram que aguardam manifestação do STF para definir os próximos passos, incluindo o agendamento do procedimento cirúrgico e eventuais medidas complementares para tratar os soluços, caso sejam autorizadas.

O ex-chefe do Executivo se recupera em casa e permanece submetido a acompanhamento médico regular desde que deixou a Presidência da República, em janeiro de 2023.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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