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Saúde apresenta e-SUS Farmacêutica para atendimento indígena

A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), ambas vinculadas ao Ministério da Saúde, promoveram na última sexta-feira (16/01) um webinário para detalhar a implantação do e-SUS Assistência Farmacêutica (e-SUS AF) nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). O novo sistema substituirá gradualmente a plataforma Hórus e deverá entrar em operação na saúde indígena até o início de fevereiro.

Durante o encontro virtual, técnicos do ministério explicaram as diretrizes, funcionalidades e etapas de adesão ao e-SUS AF. A iniciativa faz parte da estratégia de modernização do acesso a medicamentos e insumos no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o papel dos profissionais farmacêuticos — cuja importância é celebrada em 20 de janeiro, Dia do Farmacêutico.

Modernização da gestão de medicamentos

Segundo a diretora substituta do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da SCTIE, Priscilla Marys Limberger, a plataforma amplia a integração entre União, estados e municípios, melhora a rastreabilidade de dados e otimiza o uso de recursos públicos. “O e-SUS AF qualifica a tomada de decisão no SUS e reflete diretamente na qualidade do cuidado oferecido à população”, afirmou.

Na prática, o sistema informatiza todo o processo da assistência farmacêutica, do controle de estoque à dispensação ao usuário, utilizando padrões pactuados na Comissão Intergestores Tripartite, como a Ontologia Brasileira de Medicamentos (OBM). Ele também envia registros eletrônicos para a Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica (BNAFAR) e para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), além de adotar código de barras na entrada de produtos.

Pilotos e cronograma de expansão

A implantação já começou em projetos-piloto nos estados de Pernambuco, Paraíba e no município de Campo Grande (MS). A expansão para as demais unidades federativas ocorrerá após aprovação de cronograma conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

No âmbito indígena, 34 DSEIs e duas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAIs) receberão treinamento entre 21 e 23 de janeiro. A diretora do Departamento de Gestão da Saúde Indígena, Meri Helem Rosa de Abreu, ressaltou que a ferramenta trará “mais agilidade, transparência e controle logístico, garantindo acesso seguro e racional aos medicamentos”.

Superando limitações tecnológicas

Responsável pela implantação, o consultor do Ministério da Saúde Suetônio Queiroz de Araújo destacou que o novo sistema corrige instabilidades que comprometiam o atendimento e a integração de bases de dados. “Com o e-SUS AF, vencemos limitações tecnológicas e padronizamos informações essenciais para o ciclo da assistência farmacêutica”, explicou.

Assistência farmacêutica no SUS

A assistência farmacêutica reúne ações de seleção, aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos, consideradas fundamentais para o cuidado integral à saúde. No contexto indígena, esses processos exigem soluções adaptadas às particularidades territoriais, logísticas e socioculturais do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O e-SUS AF surge como resposta a essas necessidades, oferecendo monitoramento em tempo real e gestão colaborativa entre os diferentes níveis do SUS.

Com a modernização, o Ministério da Saúde espera reduzir desperdícios, aprimorar a tomada de decisão e fortalecer o atendimento às comunidades indígenas em todo o território nacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Saúde

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