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Homem ateia fogo em casa da ex-sogra para tentar matar ex-companheira e filho de 3 anos, em Cuiabá

Um incêndio criminoso registrado às 12h20 de sexta-feira (19) no bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá, levou à prisão em flagrante de M.V.S., 27 anos, supervisor de prevenção de perdas. Segundo a Polícia Civil, ele não aceitava o término do relacionamento encerrado há oito meses com R.P.A., 26, e planejou o ataque para matar a ex-companheira e o filho do casal, D.T.P.S., de três anos.

Ameaças com identidade falsa

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito criou um número de WhatsApp em que se passava por uma delegada da mulher. Com o perfil falso, acusava R.P.A. de envolvimento amoroso com o “marido” da suposta policial e exigia prints de conversas como “prova” da traição. Nas mensagens, prometia violência extrema e chegou a listar antigos processos que respondeu pela Lei Maria da Penha. “Caso contrário, eu irei tacar fogo em você e na sua casa”, escreveu.

Primeiro ataque com coquetel molotov

A perseguição escalou na noite de 16 de setembro. Por volta de 20h30, um coquetel molotov foi lançado contra a quitinete onde a vítima morava, no bairro Novo Horizonte. Assustada, ela se mudou para a casa da mãe, R.T.P., 53, trabalhadora de serviços gerais. Três dias depois, o agressor encontrou o novo endereço.

Incêndio consumiu a residência

Na sexta-feira, enquanto lavava louça, R.P.A. ouviu barulho semelhante a líquido sendo derramado. Ao olhar pela janela, viu um homem arremessar algo inflamável; imediatamente as chamas tomaram o imóvel. Ela correu até o quarto, resgatou o filho adormecido e, com ajuda de um vizinho que arrombou a porta, conseguiu sair antes do desabamento do telhado. Mãe e filho perderam tudo e ficaram apenas com a roupa do corpo.

Confissão por mensagem

Minutos após o incêndio, a vítima recebeu, de outro número, foto da casa em chamas acompanhada do deboche: “Gostou do que eu fiz, R.?”. Em seguida, o autor confirmou presença no local: “Fiquei bem ao seu lado hoje na casa da sua mãe. Está em choque ainda?”. Na mensagem final, ameaçou: “Para você eu sou a morte de tudo que você teve, tem ou irá ter se não fizer o que estou falando”.

Prisão em flagrante e negativa do suspeito

Depois do crime, M.V.S. telefonou para o 190 dizendo que havia um homem com galão de combustível próximo à sua residência, tentativa de criar álibi. Localizado pela Polícia Militar, teve o telefone testado: quando R.P.A. enviou mensagem ao número que a ameaçava, o aparelho do suspeito tocou diante dos agentes. Na delegacia, ele negou participação: “Eu não fui no local, eu não estive lá”.

A delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva manteve a voz de prisão e determinou o flagrante sem concessão de fiança. A Polícia Civil pediu a conversão para prisão preventiva, destacando a “extrema periculosidade” do investigado e o risco à vida da ex-companheira e da criança.

O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, incêndio qualificado e ameaça. A investigação reúne depoimentos, prints de mensagens e laudos do Corpo de Bombeiros para confirmar a premeditação do ataque.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT

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