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Humanização é legado deixado pela Defesa Civil nas cidades que recebem Caravana

Proporcionar harmonia e conforto num evento de massa, planejado para mais de mil pessoas diariamente pode parecer impossível. Mas essa é a tarefa da equipe da Defesa Civil do Estado envolvida com a Caravana da Transformação. Cada detalhe é pensado para atender da melhor forma o cidadão que passa pelo espaço, cuja estrutura se aproxima dos 10 mil m². E apesar de ser uma área expansiva, coberta, com grande quantidade de tendas, quase três mil cadeiras, mais de 500 jogos de mesas, nada passa despercebido, a comunicação é instantânea.  Tudo sob o olhar vigilante do secretário de Estado do Gabinete de Governo e coordenador-geral da Caravana, José Arlindo.

 

“A Defesa Civil é fundamental para o sucesso da Caravana. A coordenação de logística e estrutura é coordenada pelo cel Cunha. Mas não é só isso que eles fazem, são responsáveis pelo treinamento dos voluntários, pela parte técnica da caravana, uma vez que são bombeiros, eles têm essa expertise de atender todas as normas de segurança para que a população tenha tranquilidade, saída de emergência. Todas as exigências técnicas são cumpridas e observadas dentro da Caravana. Então, sem a Defesa Civil não existiria a possibilidade de a gente concretizar o evento”, destacou José Arlindo.

 

O trabalho da Defesa Civil vai muito além de escolher o espaço. Eles são os primeiros a chegar e os últimos a saírem do local. Tudo é detalhadamente planejado, desde a água potável para atender toda a população (tem a certificação da vigilância sanitária), ao lanche básico que é servido aos pacientes do projeto de saúde pelos voluntários.

 

O espaço para circulação das pessoas, coordenado pela equipe de voluntários, também conta com a responsabilidade da Defesa Civil. O objetivo é proporcionar acessibilidade aos cadeirantes e aos que têm baixa visão ou a perderam totalmente.

 

Nem os banheiros passam despercebidos. Mantê-los limpos é um dever, afinal tudo tem o propósito de recepcionar o paciente que já está fragilizado com a visão, e a grande maioria, pela demora do recurso.

 

Já na montagem da estrutura, são desenvolvidos projetos de combate a incêndio, elétrico, de acessibilidade, de captação de água. “Tudo é planejado através de um levantamento estratégico, depois os projetos são colocados nos planos para execução. A experiência ao longo de 12 edições faz com que nos aperfeiçoemos ainda mais e o trabalho avança com naturalidade”, pontuou o secretário adjunto da Defesa Civil e coordenador de Estrutura e Logística da Caravana, Cel Bombeiro Abadio José da Cunha Júnior.

 

Para isso, conta com uma equipe formada por diversos profissionais, entre eles arquitetos, engenheiro elétrico, eletricista, assistente social, pedagogos.

 

O ritmo é cansativo, mas compensador. “Fui muito bem atendido, as pessoas que cuidam da gente são muito humildes, tratam muito bem. Eu não tenho do que reclamar”, disse Antônio Ribeiro da Silva, um senhor de 73 anos, morador de São José dos Quatro Marcos.

 

Outros nomes contribuíram com o projeto da Caravana, como o coronel Rainho, que atualmente desenvolve outra função, o major Maurino que se aposentou, o tenente-coronel Barros, major Ferreira e alguns sargentos que fazem parte da equipe do coronel Cunha. “Todas essas pessoas que montam a Caravana, permanecem durante a Caravana e depois que a equipe vai embora eles ainda ficam para fazer o desmonte de toda a estrutura”, pontuou José Arlindo.

 

Voluntário

Entre as atribuições da Defesa Civil estão está a formação da equipe de voluntários responsável pelo acolhimento, credenciamento e demais orientações às pessoas que buscam atendimento. Um trabalho de amor, dedicação e conhecimento que começa às 4h da manhã e se encerra 16h, mas que servirá para a vida toda.

 

Depois de passar a apresentação do projeto da caravana, explanar qual é intenção, que é de levar atendimento a uma população de baixa renda que envolve os mais necessitados e todo cidadão que queira acessar o espaço, os envolvidos recebem noções para desenvolver um espirito solidário, além de como agir em situações de risco.

 

“Tranquilidade, carinho, amor. A gente passa para os voluntários como tratar essas pessoas, como se portar num ambiente como esse, e também sobre as dificuldades inerentes ao serviço, pois é um evento de massa, planejado para mais de mil pessoas diariamente. Tudo é planejado para garantir a qualidade do serviço”, explicou o coronel Cunha.

 

Esse trabalho se inicia cerca de 30 ou 40 dias antes da Caravana, quando é feita uma conversa com a comunidade e se inicia a capacitação para que eles possam trabalhar no processo.

 

Já no evento eles chegam cedo porque o atendimento começa às 5h, e precisam tomar o café da manhã antes. Depois recebem instruções iniciais do que é feito durante o dia e são colocados em setores estratégicos para executarem diferentes tarefas.

 

Entre os voluntários há profissionais de diversos segmentos da sociedade, professores, médicos, engenheiros, estudantes universitários, advogado, dona de casa. “Todo cidadão que se sente bem, que quer buscar um conhecimento voluntário, desenvolver o sentimento solidário, ele encontra e exercita esse espírito na Caravana”, afirmou o representante da Defesa Civil.

 

Para a Defesa Civil, o projeto da Caravana se torna ainda mais especial porque oportuniza  apresentar o foco do trabalho, que é a resiliência e a percepção do risco a emergência ao desastre no seu cotidiano. Noções de primeiros socorros que servem para ser aplicados em casa ou no seu dia a dia caso ocorra um incidente. “Instruímos como se portar, frisamos os números de emergência, fornecemos noções de combate a incêndio, com agir num princípio de incêndio. Um dos nossos pilares é a formação do cidadão consciente e  como proceder em caso de necessidade”, destacou  Cel Cunha.

 

Segundo ele, o trabalho resulta na criação de um corpo, uma relação com a comunidade, para num grande evento, caso aconteça, venham a auxiliar no socorro das pessoas que realmente precisam.

 

“Abracei essa causa porque os idosos precisam de uma atenção especial, e eu me identifiquei com a proposta. Foram dois dias de palestras e mini cursos para podermos estar aqui atendendo. Essa experiência vai servir para minha profissão, ajuda na comunicação com a pessoa idosa”, disse a estudante de farmácia e voluntária, Adarlucy da Silva Moraes, 22 anos, que ficou grata ao gesto de um senhor idoso que lhe abraçou e agradeceu pelo carinho recebido.

 

O trabalho desenvolvido pela Defesa Civil tem apoio do quartel do exército de Cáceres, que cede alojamento para parte da equipe.



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FONTE: CENÁRIO MATO GROSSO

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