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Acusação de coação de médicos por vereadores é fenômeno nacional

A polêmica envolvendo o vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitosa (PSB), acusado pelo Conselho Regional de Medicina de coagir uma médica do Pronto-Socorro Municipal da cidade, não é um caso isolado. De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), esse tipo de situação tem se multiplicado no estado de São Paulo, com 29 denúncias de médicos contra políticos somente em 2025.

“Os políticos entram nos estabelecimentos, normalmente filmando as ações, e acusam os médicos de não estarem trabalhando. Abordam os profissionais quando eles fazem pausas previamente programadas e entram em alas de acesso restrito.” Essa narrativa é do jornal Folha de S.Paulo, mas se encaixa quase exatamente no que aconteceu em Várzea Grande.

Em fevereiro passado, o vereador Wladimir Canuto (Avante), de Felício dos Santos (MG), invadiu uma sala restrita da UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade, e um idoso de 93 anos, que estava sendo atendido, morreu durante a ação.

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Outro caso, ocorrido em 2024, no Rio de Janeiro, envolveu o ex-vereador Gabriel Monteiro, condenado a um ano de prisão por ter invadido a Coordenação de Emergência Regional do Leblon, na zona sul da cidade, durante a pandemia de Covid, sob o pretexto de realizar uma “vistoria”.

Em Várzea Grande, o CRM pediu a cassação do vereador Kleberton Feitosa, mas a Câmara rejeitou o pedido, alegando ilegitimidade da entidade médica.

“A exposição sensacionalista de visitas descontextualizadas, voltadas à obtenção de engajamento em redes sociais, não configura fiscalização legítima”, afirma a Associação Paulista de Medicina.

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