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Curso do Sebrae/MT forma pintoras e gera emprego em Alta Floresta

Um grupo de moradoras de Alta Floresta, a 792 km de Cuiabá, concluiu o curso de pintura de parede oferecido pelo projeto Força Mulher – Inclusão Socioprodutiva, iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT) em parceria com a Prefeitura local. A capacitação terminou em 21 de outubro de 2025 e marca a entrada das formandas no mercado da construção civil.

Segundo a gestora do projeto, Jayra Almeida, o objetivo é “levar conhecimento técnico e abrir portas para que essas mulheres se destaquem e alcancem autonomia financeira”. O conteúdo incluiu técnicas de pintura, mistura de cores, aplicação de texturas e tipos de tinta, além de módulos sobre precificação, vendas on-line, fluxo de caixa e formalização como Microempreendedora Individual (MEI).

Vivência em obra e possibilidade de contratação

Na fase final, o Sebrae/MT promoveu uma ação de Acesso a Mercado, colocando as alunas em atividade prática numa obra da Construtora Pará. O proprietário da empresa, Eduardo S. Fernandes, adiantou que pretende contratar parte das novas profissionais. “Quando oferecemos oportunidade a uma mãe que busca sustento para a família, fortalecemos o país”, afirmou.

O professor responsável pela formação técnica, Luís Eduardo, ressaltou a evolução das participantes: “É gratificante ver o empenho delas, agora precisamos que as portas se abram para que mostrem o talento que têm”.

Histórias de superação

Para muitas alunas, o curso representa um divisor de águas. “Estávamos paradas, sem renda. Com fé e coragem, encaramos a sala de aula e mudamos de vida”, disse Ivanete de Luna Moreira. Já Simone Justino Ferreira destacou a gratuidade da capacitação: “Meu sonho era aprender pintura e não teria condições de pagar”. A pintora Rita Delfino também celebrou: “Sinto orgulho. Muitos jovens não querem profissão e nós, com mais idade, estamos aqui querendo trabalhar”.

Empoderamento e renda

De acordo com a consultora do Sebrae/MT, Viviane Pozzolo, o impacto vai além da capacitação técnica. “Oferecemos autonomia. Queremos que elas se sintam seguras para conquistar espaço no setor”, afirmou.

O projeto Força Mulher segue como exemplo de como a soma de qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo pode gerar emprego, renda e transformação social na construção civil mato-grossense.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte

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