A Transparência Internacional Brasil utilizou a rede social X (antigo Twitter) na manhã desta terça-feira (9) para criticar o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Crítica pública e menção a “Gilmarpalooza”
No texto publicado, a ONG afirmou que “o Sistema de Justiça brasileiro está virando um grande Gilmarpalooza”, ao comentar o valor previsto no acordo. A entidade também cobrou posicionamentos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de órgãos de controle e de setores da imprensa, que, segundo a organização, mantêm “silêncio” sobre o tema.
Detalhes do contrato
De acordo com documentos apreendidos pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, realizada no mês passado, o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane de Moraes prevê a prestação de serviços de assessoria e consultoria jurídica pelo período de três anos.
O material indica o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais a partir de janeiro de 2024, totalizando R$ 129 milhões ao fim do prazo. O montante efetivamente desembolsado até o momento não foi informado.
Operação Compliance Zero
A operação que trouxe o contrato à tona investiga supostas irregularidades envolvendo instituições financeiras e escritórios de advocacia. Durante as buscas, policiais federais recolheram cópias de contratos, relatórios internos e trocas de e-mails que, segundo os investigadores, podem auxiliar na apuração de práticas de compliance questionáveis.
Repercussão
A publicação da Transparência Internacional rapidamente repercutiu nas redes sociais. Usuários criticaram a ausência de manifestações formais da OAB e de entidades de fiscalização, além de apontarem possível conflito de interesses decorrente da proximidade entre a banca contratada e o magistrado que integra a mais alta corte do país.
Procurados pela reportagem, o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes não se pronunciaram até o fechamento deste texto. Também não houve resposta da OAB e de órgãos de controle citados pela ONG.
Contexto recente
Alexandre de Moraes ganhou protagonismo no cenário jurídico-político brasileiro por conduzir inquéritos que envolvem desinformação, ataques a instituições democráticas e atos golpistas. Nos últimos meses, sua atuação tem sido alvo de críticas de parlamentares, juristas e veículos de comunicação internacionais.
No mesmo período, a relação de ministros do STF com empresários e banqueiros tornou-se tema de debate público, levantando questionamentos sobre transparência e possíveis conflitos de interesse.
Apesar da repercussão do caso, não há, até o momento, investigações abertas especificamente sobre o contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro. A Polícia Federal mantém a operação Compliance Zero sob sigilo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de news.google.com
