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Trump envia porta-aviões ao Golfo e alerta Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que uma força naval norte-americana está a caminho do Golfo Pérsico com o Irã como principal alvo de monitoramento. A declaração foi feita a repórteres no Air Force One, durante o voo de retorno da comitiva presidencial após o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.

Segundo autoridades dos EUA citadas pela emissora Al Jazeera, um grupo de porta-aviões acompanhado por outras embarcações de apoio deve chegar ao Oriente Médio nos próximos dias. Trump descreveu a operação como “uma grande concentração de meios navais” e sinalizou que se trata de uma ação preventiva. “Estamos observando o Irã. Preferiria não ver nada acontecer, mas temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução”, disse o republicano.

Deslocamento do USS Abraham Lincoln

Fontes da imprensa norte-americana informam que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque receberam ordens para interromper exercícios no Mar da China Meridional e seguir imediatamente para águas próximas ao Golfo. A medida reforça a presença militar dos Estados Unidos em uma área historicamente sensível, onde rotas de petróleo e gás concentram interesses estratégicos de Washington e Teerã.

Recuo nas ameaças

A mobilização ocorre poucos dias depois de Trump atenuar ameaças diretas ao governo iraniano. Na semana passada, o presidente alegou ter recebido garantias de que o regime em Teerã não executaria manifestantes detidos durante os protestos iniciados no fim de dezembro. O líder norte-americano disse à CNBC, na quarta-feira (21), que suas advertências teriam impedido o enforcamento de mais de 800 manifestantes.

Mortes nos protestos

De acordo com a imprensa estatal iraniana, as manifestações que começaram em 28 de dezembro resultaram em 3.117 mortes, entre civis e integrantes das forças de segurança. Uma fonte ouvida pela agência Reuters sob condição de anonimato estimou que o total de vítimas pode chegar a 5.000.

Antecedente militar

A última grande mobilização dos Estados Unidos na região foi registrada em junho do ano passado, quando militares norte-americanos apoiaram Israel em um conflito de 12 dias contra o Irã. Na ocasião, instalações ligadas ao programa nuclear iraniano foram bombardeadas.

Ao anunciar a nova movimentação, Trump reiterou que prefere evitar uma escalada, mas garantiu que acompanhará de perto as ações de Teerã. “Veremos o que acontece”, resumiu.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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