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Mais crédito, mais desenvolvimento: por que ampliar o papel das cooperativas financeiras no FCO é urgente

Mato Grosso é o coração produtivo do Brasil. Nosso agronegócio, comércio e indústria são motores do desenvolvimento nacional, mas enfrentam, diariamente, um gargalo histórico: o difícil acesso ao crédito. É nesse contexto que ganha força a proposta da Aliança do Setor Produtivo — formada pela Famato, Fecomércio-MT e Fiemt — para ampliar de 10% para 20% os repasses do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) via cooperativas de crédito.
A proposta é justa, estratégica e urgente. Justa, porque visa garantir condições reais para que pequenos produtores e empreendedores, muitas vezes excluídos do sistema bancário tradicional, possam acessar os recursos a que têm direito. Estratégica, porque reconhece o papel das cooperativas como braços operacionais do crédito em locais onde os grandes bancos simplesmente não estão presentes. E urgente, porque os números falam por si: entre 2002 e 2024, cerca de R$ 4,5 bilhões do FCO deixaram de ser aplicados. Um verdadeiro paradoxo diante da dificuldade enfrentada por quem quer produzir, gerar emprego e renda.
Hoje, dois terços das agências bancárias do Centro-Oeste são de cooperativas. Em Mato Grosso, 95% dos municípios têm ao menos uma unidade de cooperativa de crédito, enquanto o principal operador do FCO, o Banco do Brasil, está ausente em 159 municípios da região. Estamos diante de um modelo concentrador, que não atende à realidade do interior. É hora de rever essa lógica e distribuir melhor os recursos.
Defendo, com firmeza, que o FCO seja um verdadeiro instrumento de desenvolvimento regional — e isso só será possível se democratizarmos o acesso ao crédito. Ao pulverizar os recursos por meio das cooperativas, garantimos não apenas maior alcance, mas também m…
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