A atriz italiana Claudia Cardinale, ícone do cinema europeu e mundial, morreu aos 87 anos nesta terça-feira, 23 de setembro. A informação foi confirmada pelo agente da artista, Laurent Savry, à agência de notícias Agence France-Presse (AFP). Segundo ele, Cardinale faleceu em casa, na presença dos filhos.
Nascida Claude Joséphine Rose Cardinale em 15 de abril de 1938, em La Goulette, subúrbio de Túnis, na Tunísia, a atriz iniciou a trajetória artística na adolescência, depois de vencer um concurso de beleza que a levou à Itália. O prêmio abriu portas na indústria cinematográfica e marcou o começo de uma carreira que se estenderia por mais de seis décadas.
Trajetória no cinema
Cardinale trabalhou em mais de 150 longas-metragens, dividindo-se entre produções italianas, francesas e norte-americanas. Mesmo cortejada por Hollywood, optou por manter a maior parte de sua filmografia no continente europeu.
Entre seus trabalhos mais celebrados estão:
- O Leopardo (1963), de Luchino Visconti, no qual interpretou Angelica Sedara ao lado de Burt Lancaster e Alain Delon;
- Oito e Meio (1963), de Federico Fellini, em que surge como musa idealizada do cineasta Guido Anselmi, vivido por Marcello Mastroianni;
- A Pantera Cor-de-Rosa (1963), de Blake Edwards, no papel da princesa Dala;
- Todos os Caminhos Levam a Roma (2015), comédia romântica em que atuou ao lado de Sarah Jessica Parker.
Prêmios e reconhecimento
Pelo conjunto da obra, a atriz recebeu distinções como David di Donatello e Nastro d’Argento. Em 1993, ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza, e, em 2002, foi homenageada com o Urso de Ouro Honorário do Festival de Berlim. Fora das telas, atuou como embaixadora da Boa Vontade da ONU para os direitos das mulheres.
Vida pessoal
Cardinale foi casada com o produtor cinematográfico Franco Cristaldi, com quem teve dois filhos: Claudia Squitieri e Patrick Cristaldi. Após o divórcio, manteve um relacionamento de longa data com o diretor Pasquale Squitieri, falecido em 2017.
Mesmo após alcançar status de estrela internacional, a atriz permaneceu ativa até o início dos anos 2010, participando de produções para cinema e televisão. Seu legado se consolidou como símbolo de elegância e talento nas artes visuais, influenciando gerações de cineastas e intérpretes.
Com a morte de Claudia Cardinale, o cinema perde uma de suas figuras mais emblemáticas, cuja filmografia segue reverenciada por público e crítica.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles
