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Lula cita sanções e defende Cuba, Venezuela e Haiti em discurso na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a tribuna da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para criticar a política externa dos Estados Unidos e defender Cuba, Venezuela e Haiti. O pronunciamento ocorreu nesta terça-feira (19) em meio a uma tensão diplomática acentuada entre Brasília e Washington, após a imposição de novas sanções norte-americanas contra o Brasil na véspera do evento.

Logo no início da fala, o chefe do Executivo brasileiro condenou a permanência de Cuba na lista norte-americana de países patrocinadores do terrorismo. “É inadmissível que Cuba continue nessa relação”, declarou, ao afirmar que a classificação impede a ilha de acessar linhas de crédito e de participar plenamente do comércio internacional.

Na sequência, Lula voltou sua atenção à Venezuela. Segundo ele, a nação vizinha “não deve estar fechada ao diálogo”. O presidente reforçou a necessidade de negociações internas e externas para solucionar a crise política e econômica que afeta o país comandado por Nicolás Maduro.

O Haití também foi mencionado. Para Lula, o povo haitiano “tem direito a um futuro livre de violência”. Ele cobrou da comunidade internacional apoio consistente para reconstrução institucional e combate às milícias que controlam parte do território.

Críticas ao cenário multilateral

Ao abordar a ordem global, Lula afirmou que “os ideais que inspiraram os fundadores da ONU estão ameaçados como nunca em toda sua história”. Para o presidente, o multilateralismo atravessa “uma nova encruzilhada” diante do aumento de “atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais”.

O petista denunciou ainda o que classificou como ingerência em assuntos internos de diversos países, fenômeno que, segundo ele, conta com o apoio de “uma extrema-direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias”. Nesse ponto, criticou grupos políticos que atuariam “dentro e fora do país” para desestabilizar instituições democráticas.

Defesa da democracia brasileira

Dirigindo-se ao plenário, Lula disse que “falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil”, mas ressaltou que “nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”. Ele associou o avanço de forças antidemocráticas ao “enfraquecimento do multilateralismo” e alertou: “O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade”.

O presidente mencionou ainda a atuação de milícias físicas e digitais que, segundo ele, buscam “subjugar as instituições, cultuam a violência e cerceiam a imprensa”. Ao longo do discurso, manteve o tom de crítica às sanções unilaterais e enfatizou a necessidade de diálogo para solução de conflitos internacionais.

Sem apresentar novos anúncios ou propostas concretas, Lula encerrou a participação reafirmando a disposição do Brasil de trabalhar pela reforma das instituições multilaterais e pelo reforço da cooperação internacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de news.google.com

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