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Gisela minimiza impacto da possível saída de Mauro Mendes

A deputada federal Gisela Simona, que preside o União Brasil em Cuiabá, afirmou não enxergar risco de enfraquecimento da sigla caso o governador Mauro Mendes renuncie ao cargo para disputar o Senado nas eleições deste ano. A declaração foi dada em entrevista a jornalistas nesta terça-feira (24).

Segundo Gisela, a estrutura partidária consolidada em Mato Grosso garante solidez mesmo sem a presença de Mendes à frente do Executivo estadual. “O União Brasil é o maior partido do Estado. Temos um governador, um senador, dois deputados federais, quatro estaduais, 62 prefeitos, mais de 400 vereadores e vice-prefeitos em todo o território mato-grossense. O que faz do Mauro um líder não é apenas o cargo de governador, e sim o espírito de liderança dele”, pontuou.

Capilaridade como escudo

A parlamentar destacou que a capilaridade do União Brasil, distribuída nos 141 municípios, é suficiente para manter a legenda competitiva na disputa eleitoral. Ela lembrou que Mendes ainda não oficializou a renúncia, embora a primeira-dama Virginia Mendes tenha mencionado, no domingo (22), que o casal não permanecerá no Palácio Paiaguás após abril.

O governador, entretanto, segue afirmando publicamente que avalia as possibilidades antes de tomar uma decisão definitiva.

Pedidos de liberação

Gisela também negou que haja debandada em curso. De acordo com a dirigente, menos de cinco filiados solicitaram liberação para trocar de legenda, entre eles a vereadora cuiabana Michelly Alencar. Ela frisou que a decisão sobre o aval dependerá do diretório estadual, comandado por Mauro Mendes.

A deputada recordou que, neste ano, não existe janela partidária para vereadores. “A legislação determina que o mandato pertence ao partido. Houve investimento na eleição desses parlamentares e acordos com suplentes. Qualquer liberação precisa levar tudo isso em consideração”, explicou.

Calendário eleitoral

Se optar pela disputa ao Senado, Mauro Mendes deve renunciar até 6 de abril, prazo previsto na legislação eleitoral para ocupantes de cargos do Poder Executivo que pretendem concorrer a outro posto. Nesse cenário, o vice-governador Otaviano Pivetta assumiria a chefia do Estado até o fim do mandato, em dezembro.

Apesar da possível mudança no comando estadual, Gisela reiterou que o União Brasil continuará articulando chapas proporcionais e majoritárias em todos os municípios. “Seguiremos firmes no projeto de eleger o maior número possível de representantes”, concluiu.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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