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Receita federal bate recorde de R$ 325,8 bi em janeiro

A arrecadação do Governo Federal somou R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026, o maior valor já registrado para qualquer mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Em termos reais, o resultado representa crescimento de 3,56% em relação a janeiro de 2025.

O avanço foi impulsionado por dois fatores principais: a expansão da atividade econômica e o pacote de elevação de tributos adotado pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tributos que mais cresceram

Entre os impostos que mais contribuíram para o recorde, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) se destaca com alta de 49% após o reajuste de alíquotas. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 14,6 bilhões no mês.

Novas frentes de tributação também reforçaram o caixa da União. A cobrança sobre apostas on-line, popularmente chamadas de “bets”, gerou R$ 1,5 bilhão em janeiro. A chamada “taxa das blusinhas”, aplicada a encomendas internacionais de baixo valor, e a retomada da tributação sobre combustíveis completam o grupo de receitas recém-criadas ou reativadas.

Previdência e contribuições

A arrecadação previdenciária registrou incremento de 5,48%, totalizando R$ 63,4 bilhões. O desempenho foi atribuído ao crescimento da massa salarial no país, reflexo da criação de empregos formais e de reajustes salariais concedidos no fim de 2025.

Contribuições como PIS/Pasep e Cofins também avançaram, acompanhando o aumento nas vendas do comércio e na prestação de serviços observado no último trimestre do ano passado.

Meta fiscal em foco

O governo conta com a performance recorde de janeiro para perseguir a meta fiscal de 2026, que projeta superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Analistas de mercado, entretanto, alertam que despesas autorizadas fora do teto oficial podem levar as contas a um novo déficit, o terceiro consecutivo.

Apesar das dúvidas sobre a execução do orçamento ao longo do ano, o Tesouro Nacional avalia que a combinação de crescimento econômico, novas fontes de receita e fiscalização mais rigorosa pode sustentar a trajetória de alta na arrecadação federal.

Com os primeiros números de 2026 divulgados, a equipe econômica pretende detalhar, nas próximas semanas, medidas adicionais para garantir o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Repórter MT

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