A tarifa de energia elétrica no Brasil deve registrar um reajuste médio entre 5,1% e 7,95% em 2026, segundo projeções de especialistas do setor. O percentual supera com folga a inflação oficial estimada para o mesmo período, calculada entre 3,95% e 3,99% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
De acordo com analistas, o aumento programado para daqui a dois anos tem potencial para praticamente dobrar a variação inflacionária prevista, pressionando o orçamento das famílias e das empresas. O cenário leva em conta os reajustes anuais periódicos das distribuidoras, aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que incorporam custos de geração, transmissão e encargos setoriais.
Além do índice regular de correção, existe a possibilidade de a conta ficar ainda mais cara caso a Aneel ative as bandeiras tarifárias vermelhas, nos patamares 1 ou 2. O mecanismo é acionado quando o custo de geração aumenta, normalmente por causa da necessidade de recorrer a usinas termelétricas, cuja operação é mais cara do que a de hidrelétricas.
Quando a bandeira tarifária muda de verde para amarela ou vermelha, um valor extra passa a ser cobrado a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, encarecendo automaticamente as faturas mensais. Especialistas lembram que, se as condições hidrológicas forem desfavoráveis ou se houver alta expressiva no preço dos combustíveis utilizados nas termelétricas, o acionamento das bandeiras vermelhas tende a ocorrer com maior frequência.
O impacto final para o consumidor dependerá da combinação entre o reajuste anual aprovado pela Aneel e a eventual aplicação das bandeiras. Mesmo no cenário mais moderado, a expectativa é de que o avanço da tarifa supere o ritmo de alta dos demais preços da economia em 2026, reforçando a necessidade de planejamento financeiro por parte dos consumidores.
As projeções divulgadas apontam que o movimento de alta deve manter a energia elétrica como um dos itens de maior peso na cesta de inflação, influenciando diretamente outros custos de produção e, consequentemente, os preços de bens e serviços.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
