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Entidades cobram código de ética e transparência no STF

Organizações de combate à corrupção e representantes do setor empresarial divulgaram, na segunda-feira (23), o manifesto “Ninguém acima da Lei”, no qual exigem maior transparência na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a criação de um código de ética obrigatório para os ministros da Corte.

Motivação do documento

Segundo o texto, recentes decisões controversas, notícias sobre supersalários e suspeitas de conflito de interesses vêm desgastando a imagem do Judiciário. Para os signatários, o enfraquecimento da confiança popular nas instituições abre espaço para propostas autoritárias e ameaça o Estado de Direito.

Principais propostas

O grupo defende a implantação de regras claras que disciplinem:

A intenção é assegurar que magistrados da instância máxima do Judiciário observem padrões de integridade equivalentes a aqueles exigidos de outros agentes públicos.

Entidades signatárias

Entre os apoiadores estão Transparência Brasil, Humanitas360 e o coletivo Derrubando Muros. O movimento reúne ainda grupos empresariais, organizações que atuam na defesa de causas raciais e ambientais e demais representantes da sociedade civil.

Caso citado no texto

O manifesto menciona o Banco Master como exemplo de situação que, na visão dos autores, compromete a credibilidade da Corte. O documento cita revelações envolvendo a instituição financeira e o ministro Dias Toffoli, destacadas como indício de práticas que despertam desconfiança sobre a imparcialidade do tribunal.

Alinhamento político negado

Os responsáveis pelo manifesto afirmam que a iniciativa não possui qualquer orientação partidária ou ideológica. Conforme o texto, o objetivo é fortalecer — e não deslegitimar — o STF, tratando a transparência como condição “civilizatória” para a manutenção da democracia brasileira.

Sem apresentar prazos, o grupo pretende encaminhar o documento ao Congresso Nacional e aos próprios ministros do Supremo, na expectativa de que a proposta seja discutida publicamente e resulte em normas capazes de restaurar a confiança do cidadão no sistema de Justiça.

Até o momento, o STF não se manifestou sobre o conteúdo do manifesto.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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