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Bolsonaro justifica posse de arma à polícia citando proteção familiar

Bolsonaro justifica posse de arma à polícia citando proteção familiar

Justificativa de Bolsonaro em depoimento à PCDF

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. O armamento foi encontrado em posse de um sargento do Exército, que possuía vínculos com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O depoimento, que teve duração de aproximadamente cinco minutos, foi posteriormente incorporado a um despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O contexto da apreensão e a defesa

A arma foi localizada no dia 15 de junho, durante uma operação de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal. Na ocasião, o militar abordado alegou que prestava serviços para o ex-presidente e que o armamento estava sob sua responsabilidade para a realização de reparos técnicos, devido a uma falha mecânica. A defesa de Bolsonaro argumenta que o ex-presidente possuía autorização legal para a posse da pistola e que o envio ao sargento visava exclusivamente o conserto do equipamento.

Argumento sobre segurança pessoal

Durante o interrogatório, Bolsonaro declarou que mantinha a arma em sua residência, mesmo durante o período em que cumpria medidas restritivas de prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente justificou a necessidade do armamento afirmando que tinha “3 mulheres em casa” e que, por essa razão, não poderia permanecer desprotegido. O registro dessa fala no despacho do STF trouxe novos desdobramentos ao caso.

Desdobramentos no Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes destacou a declaração como um ponto de atenção no processo, levantando questionamentos sobre uma possível falta grave. Em decorrência do episódio, o magistrado estabeleceu um prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente um posicionamento oficial sobre o ocorrido. O caso segue sob análise das autoridades competentes para determinar se houve violação das condições impostas ao ex-presidente.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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