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Justiça decreta prisão preventiva de policial civil aposentado por agressão em elevador

Justiça decreta prisão preventiva de policial civil aposentado por agressão em elevador

Escalada de violência motiva decisão judicial em Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso determinou, nesta terça-feira (23), a prisão preventiva de Luciano Testa, de 56 anos. O investigado, que é policial civil aposentado, é acusado de agredir um idoso de 62 anos dentro de um elevador no Condomínio Ilha dos Açores, em Cuiabá. A decisão atende a um pedido da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da capital, que apontou uma sequência de episódios violentos envolvendo o ex-agente.

Dinâmica do crime e histórico de ameaças

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o caso registrado em 11 de junho deste ano foi o ápice de um conflito que se arrastava há meses. O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo destacou que ameaças feitas pelo investigado, registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025, concretizaram-se cerca de dez meses depois. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o policial desfere socos e chutes contra a vítima, mesmo após o idoso cair no chão. A esposa da vítima, que tentou intervir na confusão, também teria sido agredida e sofreu importunação sexual.

Contradições e risco de evasão

Em sua defesa, publicada em redes sociais, Luciano Testa alegou que a agressão foi uma reação a um suposto assédio sexual que teria sofrido do vizinho dentro do elevador. No entanto, as imagens do circuito interno de segurança do condomínio contradizem a versão apresentada pelo ex-policial. Além disso, o Ministério Público ressaltou que o acusado não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial e deixou o local do crime antes da chegada da Polícia Militar, o que reforça o risco de fuga.

Fundamentação da prisão preventiva

O juiz João Bosco Soares da Silva, responsável pela decisão, enfatizou a periculosidade do investigado, citando seu treinamento em operações táticas especiais e o fácil acesso a armamentos. O magistrado considerou que as medidas cautelares aplicadas anteriormente foram insuficientes, visto que o agressor e as vítimas residem no mesmo condomínio, compartilhando áreas comuns como garagens e elevadores. O Ministério Público argumentou ainda que a condição funcional do aposentado e sua rede de contatos poderiam ser utilizadas para interferir na produção de provas e coagir testemunhas. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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