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Distritais suspendem votação de crédito extra após questionamentos sobre R$ 5,2 milhões para eventos já concluídos

Uma sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) terminou em impasse na noite de terça-feira (23/9) por causa de um projeto de lei que abre crédito adicional de R$ 80 milhões ao orçamento do GDF. Parte do valor, R$ 5,2 milhões, seria reservada a dois eventos esportivos que aconteceram em agosto e início de setembro, o que gerou protestos de parlamentares da oposição.

O crédito suplementar, encaminhado pelo Poder Executivo, previa recursos para o BOP Games 2025, realizado entre 9 e 10 de agosto, e para o Mundial de Wushu, disputado de 31 de agosto a 7 de setembro, ambos em Brasília. Durante a votação, o deputado Chico Vigilante (PT) questionou a base governista sobre o envio de dinheiro público a iniciativas já finalizadas. “Precisamos saber exatamente o que estamos votando”, afirmou no plenário.

O presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), solicitou que a dúvida fosse esclarecida diretamente com o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. Após tentativas de contato, o distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil) informou que o secretário teria dito que o montante seria usado em outro torneio programado para 15 de outubro. O novo evento, porém, não aparece descrito no texto do projeto.

Sem consenso, Vigilante pediu a retirada de pauta para que a Secretaria de Esporte enviasse justificativa detalhada. “Se o evento é em 15 de outubro, ainda há tempo para apreciar a matéria”, argumentou. O líder do governo, Hermeto (MDB), defendeu a continuidade da votação, sustentando que cada secretário responde pelos atos praticados. Mesmo assim, prevaleceu a cautela, e o plenário decidiu adiar a análise.

Demais destinações do crédito

Além dos R$ 5,2 milhões contestados, o projeto de lei lista outras sete rubricas:

Com o projeto fora da pauta, a Secretaria de Economia aguarda nova data para que a matéria retorne ao plenário. Enquanto isso, distritais pedem esclarecimentos formais sobre o destino dos R$ 5,2 milhões, condição considerada crucial para que a proposta seja apreciada novamente.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles

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