Luziânia (GO) – Uma ação conjunta coordenada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) desmantelou, na última terça-feira (data não divulgada), um esquema familiar de tráfico de drogas e exploração sexual que atuava em Luziânia, Cidade Ocidental e Planaltina (DF). O principal alvo da investigação era uma boate situada no bairro Parque Estrela Dalva VI, em Luziânia, apontada como ponto de prostituição e principal entreposto de entorpecentes do grupo.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Repressão a Estupros e Crimes contra a Dignidade Sexual (GEIC) de Luziânia, com apoio de equipes da própria PCGO, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e da Polícia Militar do DF (PMDF). Cerca de 40 agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão, resultando na prisão em flagrante de três homens e duas mulheres.
Fuga frustrada e arsenal apreendido
Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados tentou escapar dos policiais escalando muros vizinhos. Ele foi localizado poucos minutos depois, escondido atrás de uma máquina de lavar roupa em uma casa próxima. Com o grupo, foram apreendidas porções de crack, cocaína e maconha, além de embalagens plásticas usadas para fracionar a droga e munições calibre .38.
Em outra residência vistoriada, os investigadores encontraram um compartimento construído dentro da parede do banheiro, camuflado atrás de um espelho. O local servia para ocultar parte do material ilícito e dificultar a ação policial.
Interdição do estabelecimento
A PCGO solicitou à Justiça a interdição imediata da boate, argumento reforçado pelo fato de que o comércio de drogas ocorria próximo a escolas e igrejas, circunstância que, de acordo com a legislação, agrava a pena prevista para o tráfico.
Os cinco detidos foram levados à sede do GEIC em Luziânia, onde permaneceram sob custódia da Polícia Penal. Eles responderão por tráfico de drogas, associação para o tráfico, rufianismo (exploração sexual) e posse irregular de munição.
O delegado responsável pelo caso informou que as investigações continuam para identificar eventuais comparsas e mapear toda a cadeia de fornecimento dos entorpecentes. O GEIC mantém um canal de denúncias anônimas pelo WhatsApp (62) 98595-5330, disponível à população para repassar informações sobre atividades semelhantes na região.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles
