Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Operação apreende 487 kg de peixe irregular em feira de Cuiabá

Quase meia tonelada de pescado sem procedência foi retirada da “Feira do Praeirinho”, na Avenida Beira Rio, em Cuiabá, durante a Operação Praero, desencadeada na manhã de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. A ação coordenada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) contou com o apoio da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária e resultou na prisão em flagrante de três comerciantes.

Segundo a Dema, os agentes localizaram 487 quilos de peixes das espécies pacu, pintado, jaú e tambaqui. Parte do lote era composta por exemplares abaixo do tamanho mínimo permitido em lei, sem nota fiscal e, em alguns casos, pertencentes a espécies cuja captura está proibida. O material estava exposto para venda a consumidores sem qualquer controle de origem.

Além das infrações ambientais, os policiais identificaram problemas sanitários graves. Peixes eram manipulados sobre balcões improvisados, sem refrigeração adequada, em ambiente com presença de insetos e sujeira visível. A infraestrutura também chamou atenção: boxes com fiação exposta, piso molhado e ausência de pias para higienização de utensílios.

“O principal objetivo dessas operações integradas é reprimir práticas criminosas que causam prejuízos ao meio ambiente”, destacou a delegada titular da Dema, Liliane Murata, ao comentar os resultados da força-tarefa.

As investigações sobre o comércio ilegal de pescado no Praeirinho tiveram início em 2024, após denúncias de que o ponto funcionava como rota de escoamento para a pesca predatória em rios da região. De acordo com a polícia, o local já era monitorado há meses, e o flagrante desta terça-feira confirma a suspeita de atuação organizada para driblar a fiscalização.

Os três vendedores detidos foram encaminhados à sede da Dema, onde vão responder por crime ambiental de armazenamento e comercialização de produto proibido e sem comprovação de origem, previsto na Lei de Crimes Ambientais. As penas incluem multa e reclusão de um a três anos.

O pescado apreendido foi recolhido para avaliação da Vigilância Sanitária. Técnicos vão verificar se parte da carga ainda pode ser destinada a instituições de caridade ou se todo o lote deverá ser descartado, considerando as condições de conservação observadas durante a operação.

A Operação Praero deve continuar nos próximos dias, com novas fiscalizações previstas em feiras livres e peixarias da capital mato-grossense.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT

Sair da versão mobile