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Advogado alvo de operação em Cuiabá já foi preso por receptação de veículo roubado

Advogado alvo de operação em Cuiabá já foi preso por receptação de veículo roubado

O advogado Ademir Rosa Gomes, que se tornou alvo da Operação Falsa Vantagem deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (25) em Cuiabá, possui um histórico de detenção anterior. Ele já havia sido conduzido à Central de Flagrantes de Cuiabá em junho de 2025, conforme registros policiais, após uma ocorrência envolvendo um veículo com sinais identificadores adulterados.

advogado: cenário e impactos

A Operação Falsa Vantagem investiga um suposto esquema criminoso focado na promessa de influência em decisões judiciais mediante o pagamento de valores. Ademir Rosa Gomes é um dos alvos de mandados de busca e apreensão nesta ação, que apura crimes como extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

A ocorrência que levou à prisão anterior de Ademir Rosa Gomes teve início durante um patrulhamento de uma equipe do Grupo de Apoio (GAP) do 3º Batalhão da Polícia Militar, no bairro Vila Rosa, em Cuiabá. Os policiais identificaram um veículo modelo Nivus com suspeita de adulteração. Após a abordagem e a checagem dos dados, foi constatado que a placa utilizada não correspondia à identificação original do automóvel. A consulta revelou ainda que o carro possuía registro de roubo ou furto.

Na ocasião, Ademir Rosa Gomes se apresentou como proprietário do veículo. Ele informou aos policiais que teria adquirido o automóvel de um terceiro no ano de 2023, como forma de quitação de uma dívida. Contudo, o advogado não apresentou documentos que comprovassem a negociação, como contrato de compra e venda, recibo de quitação ou qualquer outro comprovante de transferência do bem.

Durante a análise da documentação do veículo, a polícia verificou que o proprietário formalmente registrado ainda era um terceiro. Este antigo proprietário possui um extenso histórico de passagens policiais por crimes contra o patrimônio e contra a fé pública, incluindo falsidade ideológica e estelionato, tanto no estado de Mato Grosso quanto em Goiás. A ausência de documentação da aquisição e a demora na regularização da transferência do veículo foram consideradas pelos policiais como elementos que levantaram suspeitas sobre a origem do automóvel.

Diante da situação, Ademir recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá para os procedimentos cabíveis. Durante a apresentação na unidade, ele informou ser advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT) e foi acompanhado por um representante da entidade durante todo o processo.

O recibo de entrega de preso detalha que a autoridade policial ratificou a voz de prisão e registrou a apresentação de Ademir na unidade. Ele foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 180 do Código Penal, referente à receptação. Conforme o termo de fiança, Ademir Rosa Gomes pagou R$ 7.590 em dinheiro, valor arbitrado pela autoridade policial, e foi liberado após o pagamento.

É importante ressaltar que a ocorrência anterior de receptação não possui relação com a Operação Falsa Vantagem, que foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira para investigar o suposto esquema de influência em decisões judiciais.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Polícia Civil de Mato Grosso

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