Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Âncora da Band critica atuação de Moraes no caso Banco Master

O jornalista Eduardo Oinegue questionou, na edição de terça-feira (data não informada) do Jornal da Band, a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no processo de liquidação do Banco Master. Segundo o apresentador, o “rigor” adotado pelo magistrado em outros inquéritos não se repetiu no episódio que envolve a instituição financeira, cuja situação é acompanhada pelo Banco Central.

A crítica surgiu após reportagens revelarem que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantém um contrato milionário com o Banco Master. O acordo levantou suspeitas de possível conflito de interesses, já que Alexandre de Moraes exerce papel decisivo em julgamentos de grande impacto econômico e político no STF.

Oinegue destacou, durante o telejornal, que o contrato da banca de Viviane com o Master contrasta com a linha dura habitualmente atribuída ao ministro em processos relacionados a fake news e aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Para o âncora, a ausência de medidas mais contundentes nesta ocasião alimenta questionamentos sobre a isenção de Moraes.

A repercussão ganhou novo impulso com a informação de que o ministro teria se reunido com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em meio às discussões sobre a situação financeira do Master. O encontro, ainda segundo as reportagens, ocorreu enquanto a autoridade monetária analisava o futuro da instituição, que enfrentava dificuldades de liquidez.

Procurado pelo Jornal da Band, o STF não se manifestou sobre as declarações do apresentador. O Banco Master também não comentou os termos do contrato com o escritório de Viviane Barci de Moraes. Já a defesa do ministro tem afirmado que não há irregularidade na prestação de serviços pela banca de sua esposa, porque a atividade de ambos é independente.

O Ministério Público Federal acompanha as notícias, mas até o momento não divulgou abertura de investigação específica sobre o contrato ou sobre a participação de Moraes nas tratativas envolvendo o Banco Central. Parlamentares da oposição, entretanto, dizem preparar requerimentos para que o assunto seja debatido em comissões da Câmara e do Senado.

Em sua intervenção na TV, Oinegue ressaltou que o debate não se limita ao caso concreto do Banco Master. Para ele, o episódio expõe a necessidade de critérios mais transparentes sobre a atuação de autoridades do Judiciário quando interesses privados se cruzam com vínculos familiares ou profissionais.

Nas redes sociais, a fala do jornalista gerou reações divididas. Enquanto críticos de Moraes reforçaram o coro por investigações, apoiadores do ministro classificaram a acusação de parcial e lembraram que nenhum processo formal foi aberto contra o magistrado ou sua esposa até o momento.

Com a controvérsia ainda em curso, a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, tanto no âmbito do Banco Central quanto no Congresso Nacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News

Sair da versão mobile