A Justiça dos Estados Unidos ratificou, nesta quinta-feira (26), a manutenção das acusações de narcotráfico contra o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A decisão ocorre após a defesa de Maduro ter tentado, sem sucesso, invalidar o processo judicial.
Os advogados de Maduro alegaram dificuldades para financiar a equipe jurídica, argumentando que as sanções impostas pelos Estados Unidos a fundos venezuelanos impediam o custeio adequado da defesa. Conforme a argumentação dos advogados, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, não teriam condições de cobrir os honorários por meios próprios.
Detalhes das Acusações e Alegações de Maduro
Maduro enfrenta um total de quatro acusações criminais, incluindo a de conspiração de narcoterrorismo. Este crime é definido pela legislação norte-americana como o tráfico de entorpecentes que visa financiar atividades consideradas terroristas pelos Estados Unidos.
Em resposta, o ex-líder venezuelano nega as imputações, classificando-as como “justificativas pretextuais”. Maduro sustenta que as acusações seriam um pretexto dos Estados Unidos para obter o controle das reservas de petróleo da Venezuela.
Cenário Político e Novas Acusações
No mesmo dia, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que seu governo poderia apresentar novas acusações contra o líder venezuelano, a quem se referiu como “deposto”.
Informações adicionais mencionaram que Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, assumiu a presidência interina. Essa transição, de acordo com as informações divulgadas, teria ocorrido após a alegada captura de Maduro, um evento que, segundo relatos, teria levado a uma melhora nas relações entre Caracas e Washington. Notícias correlatas também indicaram que Maduro e sua esposa estariam detidos em Nova York, após uma operação de forças militares norte-americanas na Venezuela em janeiro, e que manifestantes em Caracas teriam se mobilizado para exigir a libertação de Maduro.
