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Justiça condena humorista de “A Praça é Nossa” a 18 anos de prisão por estupro de vulnerável contra a filha

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) condenou o humorista Cristiano Pereira da Silva, conhecido pelo personagem Jorge da Borracharia no programa “A Praça é Nossa”, do SBT, a 18 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria filha, nascida em 2016.

Segundo os autos, divulgados pelo portal Leo Dias, a criança é fruto de um breve relacionamento do comediante com uma amiga de longa data. Embora seja pai biológico, Cristiano não teria assumido a paternidade nem mantido convivência regular com a menina. A aproximação ocorreu após insistência da mãe, que buscava estabelecer contato entre pai e filha.

A denúncia aponta que, depois de uma visita do humorista, a mãe percebeu sinais de abuso na criança e registrou um boletim de ocorrência. Em seguida, a menina foi submetida a exame de corpo de delito, etapa que deu origem ao processo criminal. O caso tramita em sigilo na 6ª Vara de Família de Porto Alegre.

No âmbito cível, há também um processo de guarda. A Justiça determinou convivência assistida para proteger a menor, permitindo visitas apenas na presença de profissionais ou pessoa designada pelo Judiciário.

A defesa de Cristiano ingressou com ação de inversão de guarda, alegando alienação parental e sustentando que a acusação seria falsa. Ainda assim, o colegiado do TJRS entendeu haver provas suficientes para a condenação e manteve a sentença pelo estupro de vulnerável, crime que prevê punição mais severa por envolver vítima menor de 14 anos.

Com mais de 30 anos de carreira na comédia, Cristiano Pereira da Silva ganhou projeção nacional em “A Praça é Nossa”. Nas redes sociais, o ator reúne pouco mais de 94 mil seguidores, onde costuma publicar trechos de apresentações e bastidores do humorístico exibido pelo SBT.

Até o momento, não há informações sobre eventual pedido de reconsideração ou novos recursos por parte da defesa. O processo criminal segue em segredo de Justiça, assim como as ações relativas à guarda da menina.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles

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