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Semana de Ciência destaca protagonismo dos Clubes de Ciências

O Encontro de Clubes de Ciências abriu, nesta sexta-feira (24), a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília. A atividade reúne estudantes, professores e coordenadores de todo o país, além de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O evento foi pensado para integrar as diferentes iniciativas de popularização da ciência desenvolvidas em escolas e comunidades. Participantes de vários estados compartilharam projetos voltados à sustentabilidade, inovação e transformação social, reforçando o papel dos clubes como porta de entrada para a formação científica de jovens brasileiros.

Importância dos clubes

Carlos Wagner, coordenador de Popularização da Ciência e Tecnologia do MCTI, classificou os clubes como “espaços essenciais para formar cidadãos críticos, criativos e engajados”. Ele ressaltou, ainda, a contribuição dessas iniciativas para ampliar a presença feminina nas áreas científicas.

Exemplo do DF ganha destaque internacional

Entre os depoimentos da abertura, a ex-integrante do Clube de Ciências do Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas (DF) Micaelly Mesquita contou como a experiência escolar influenciou sua escolha pelo curso de Engenharia Civil na Universidade de Brasília (UnB). O grupo ao qual pertenceu figura entre os finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2025, em Abu Dhabi, na categoria Global High Schools, com um projeto de sistema agroflorestal aliado à captação de água da chuva e atividades de engajamento comunitário. A equipe representará o Brasil na cerimônia de premiação em janeiro de 2025.

Contribuição para políticas públicas

Guilhermo Vilas Boas, coordenador dos Programas de Educação, Popularização e Divulgação Científica do CNPq, salientou que o movimento dos clubes embasa ações de financiamento a projetos de iniciação científica. Segundo ele, as demandas identificadas nas escolas ajudam a orientar políticas públicas do órgão.

A jornalista e divulgadora científica Fernanda Marques, da Fiocruz, reforçou que os clubes funcionam como lugares de construção coletiva de conhecimento. Para ela, mesmo quem não segue carreira acadêmica leva a ciência para outros espaços da sociedade.

Trocas de experiências e desafios

A programação da manhã incluíu a roda de conversa “O Futuro dos Clubes de Ciências no Brasil”, na qual representantes de diferentes regiões discutiram caminhos para fortalecer a rede. Professora do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Glória Albino relatou a criação de um espaço de integração para reunir projetos desenvolvidos no campus e facilitar a comunicação entre grupos.

No período da tarde, a Gincana Científica “Jornada X” convidou integrantes dos clubes a resolver desafios ligados ao futuro do planeta. A atividade foi conduzida por Maria Eduarda Medeiros, de 18 anos, estudante do CEM 111 do Recanto das Emas e embaixadora da iniciativa. Ela destacou o aumento da participação feminina, especialmente em tecnologia e inovação, e defendeu que as proposições dos clubes extrapolem os limites escolares para beneficiar a comunidade.

Sobre a SNCT

Realizada pelo MCTI e coordenada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, a SNCT conta com patrocínio da Finep, Huawei do Brasil, Caixa Econômica Federal, Positivo Tecnologia, Conselho Federal dos Técnicos Industriais, Banco do Nordeste, Conselho Federal de Química, Embratur, Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br/NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).

Ao longo da semana, a programação inclui exposições, oficinas e premiações voltadas a pesquisadores, professores e alunos, reforçando a meta de aproximar a população da produção científica nacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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