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Câmara de Cuiabá demite dois servidores após Operação Gorjeta

A Câmara Municipal de Cuiabá dispensou, nesta terça-feira (27), os servidores Rubens Vuolo Júnior e Joaci Conceição Silva, atingidos por mandados de busca e apreensão na Operação Gorjeta, que apura suposto desvio de emendas parlamentares.

Rubens ocupava o cargo de chefe de gabinete do vereador Chico 2000 (sem partido) e Joaci estava lotado no gabinete do vereador Mario Nadaf (PV). De acordo com informações obtidas pelo Legislativo, Joaci chegou a exercer função de secretário durante a gestão de Chico na presidência da Casa, entre 2023 e 2024, por indicação direta de Nadaf.

A Polícia Civil afirma que o esquema investigado teria direcionado recursos de emendas parlamentares ao Instituto Brasil Central (Ibrace) para a realização de corridas de rua. Uma parte dos valores, segundo a investigação, retornava a Chico 2000, apontado como principal articulador do envio dos repasses ao instituto.

Também figuram como alvos da operação o presidente do Ibrace, Alex Jony Silva — ex-servidor da Câmara até 2020 —, e os empresários João Nery Chiroli e Magali Gauna Felismino Chiroli, do ramo de confecção de uniformes. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 mil em bens dos investigados.

Na mesma decisão, o vereador Chico 2000 foi afastado do mandato por 60 dias. O Ministério Público sustenta que a medida cautelar é necessária para evitar interferência nas investigações.

A Operação Gorjeta é um desdobramento da Operação Perfídia, realizada em abril do ano passado, quando o celular de Chico 2000 foi apreendido sob suspeita de cobrança e recebimento de propina. As informações extraídas do aparelho teriam embasado a nova fase das investigações.

Os trabalhos são conduzidos pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que apura indícios dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Com a exoneração publicada no Diário Oficial, os dois servidores deixam imediatamente as funções, e os gabinetes deverão indicar substitutos provisórios enquanto a Câmara aguarda o avanço do inquérito policial.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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