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Exoneração abala área do PIB e provoca baixas no IBGE

A saída da economista Rebeca Palis da coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desencadeou uma nova onda de demissões na cúpula técnica responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). A exoneração foi oficializada em 19 de janeiro pela presidência do órgão, comandada por Marcio Pochmann.

Horas depois da dispensa de Rebeca, três gestores com funções estratégicas na elaboração das estatísticas nacionais pediram desligamento: Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços e seu substituto imediato; Claudia Dionísio, gerente das Contas Trimestrais; e Amanda Tavares, adjunta de Claudia. Internamente, as saídas foram interpretadas como gesto de solidariedade à ex-coordenadora e sinal de discordância em relação aos rumos da administração de Pochmann.

O episódio ocorre a pouco mais de um mês da próxima divulgação oficial do PIB, agendada para 3 de março, quando serão apresentados os resultados do quarto trimestre e o consolidado de 2025. Em nota, a direção do IBGE assegurou que “o calendário de publicações será cumprido integralmente” e informou haver um cronograma de transição para garantir a continuidade dos trabalhos.

Novo comando e tensão antiga

Para o lugar de Rebeca, foi nomeado o servidor Ricardo Montes de Moraes. A troca reacendeu conflitos iniciados no segundo semestre de 2024, período em que o sindicato dos servidores, Assibge, e parte do corpo técnico passaram a acusar a gestão de adotar postura “autoritária, política e midiática”. Rebeca estava entre os signatários de cartas públicas que criticaram o presidente do instituto.

Em comunicado, a Assibge classificou a exoneração como “abrupta” e ressalvou que a pesquisadora liderava “projetos críticos em andamento”. Entre eles, destaque para a ampla revisão metodológica das Contas Nacionais, que pretende incorporar transformações digitais e medir o impacto ambiental na economia.

Resposta da presidência

A presidência do IBGE reiterou compromisso com a agenda técnica e negou qualquer conduta autoritária. “Quem dirige precisa tomar decisões”, afirmou Pochmann, reforçando que a reestruturação não comprometerá a qualidade das estatísticas. Até o momento, os quatro técnicos que deixaram seus cargos não se pronunciaram publicamente.

Com as mudanças, servidores aguardam definições sobre a redistribuição de responsabilidades e o andamento da revisão metodológica. O órgão não informou prazo para novos ajustes na equipe.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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