Goiânia (GO) – A Região Metropolitana de Goiânia deu início, nesta terça-feira (30), à operação dos primeiros ônibus biarticulados totalmente elétricos destinados a linhas regulares no mundo. A entrega dos veículos marca o começo da Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC) e integra um pacote de investimentos que ultrapassa R$ 2 bilhões, somando recursos do Governo de Goiás, prefeituras e concessionárias.
O governador Ronaldo Caiado (União) oficializou a chegada de 21 novos ônibus elétricos fabricados pela Volvo. Deste total, cinco unidades são biarticuladas, medem 28 metros e transportam até 250 passageiros, enquanto outras 16 são articuladas, com 21 metros de comprimento. Os veículos passam a circular em corredores de BRT (Bus Rapid Transit) e servirão como teste de larga escala para tecnologia de emissão zero no transporte coletivo.
Infraestrutura de recarga inédita
Para dar suporte à frota, foi inaugurado o Eletroposto Oeste, considerado o maior terminal de recarga para ônibus elétricos do país. A estrutura disponibiliza 23 carregadores de alta potência com capacidade total de 6 MVA, permitindo abastecer até 46 ônibus ao mesmo tempo. O local também incorpora o primeiro Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) móvel de uso comercial no setor, solução projetada para estabilizar a rede elétrica e manter a operação mesmo em picos de consumo ou falhas externas.
A cerimônia de entrega ocorreu na Garagem da Metrobus, com presença de representantes da Volvo, Marcopolo e Nansen, empresas envolvidas na produção dos veículos e na instalação do sistema de recarga.
Meta: frota maior e tarifa congelada
O plano de modernização prevê reestruturação completa da rede até dezembro de 2026. Atualmente, a RMTC atende 21 municípios e cerca de 530 mil passageiros por dia. A meta é atingir 1.500 veículos, revitalizar 15 terminais e reformar mais de 7 mil pontos de parada.
No planejamento energético, a frota do corredor BRT será composta por 199 ônibus distribuídos entre tecnologias elétrica, biometano e motores Euro 6. Segundo o governo estadual, a combinação busca reduzir emissões e garantir eficiência operacional.
A estratégia financeira do projeto se baseia na política de subsídio tarifário, que mantém o valor da passagem em R$ 4,30 desde 2019. De acordo com a gestão estadual, o mecanismo assegura equilíbrio econômico às operadoras e evita repasse de custos ao usuário.
Expansão dos corredores
Com a extensão do corredor Leste-Oeste e a consolidação do eixo Norte-Sul, o sistema pretende elevar a previsibilidade das viagens e oferecer maior conforto aos mais de 2,5 milhões de passageiros transportados por mês. A implantação de tecnologia embarcada para monitoramento de frota e horários faz parte do esforço para melhorar indicadores de pontualidade.
Para Caiado, os novos ônibus elétricos e a infraestrutura de recarga colocam Goiás “na vanguarda do transporte público sustentável”. O governador salientou que o investimento superior a R$ 2 bilhões destina-se tanto à aquisição de veículos quanto à construção de corredores, terminais e sistemas de energia, configurando um dos maiores projetos de mobilidade urbana em andamento no Brasil.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
