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Lula defende “redenção” do Brasil após vaias a Dilma em 2014

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (26) que o país “precisa se redimir” pelas vaias dirigidas à então presidenta Dilma Rousseff (PT) na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014, realizada em São Paulo. A declaração foi feita no Palácio do Planalto, em Brasília, durante evento em que o governo recebeu o troféu original da Copa, que percorre a América Latina em apresentação organizada pela Fifa e pela Coca-Cola Brasil.

Ao relembrar o episódio, Lula classificou o momento como “muito delicado” e disse que não esperava testemunhar tamanha hostilidade em uma celebração sediada pelo próprio país. “As pessoas trataram a presidenta com desrespeito”, afirmou, qualificando as vaias como “grosseria” que, segundo ele, precisa ser superada. Para o chefe do Executivo, o gesto refletiu um clima de animosidade alimentado por “mentiras” sobre supostos desvios envolvendo as obras do Mundial.

Obras da Copa sob escrutínio do TCU

No discurso, Lula lembrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanhou a execução de projetos relativos à Copa em 12 estados e, de acordo com o presidente, concluiu não haver indícios de corrupção. “Disseram que as arenas ficaram superfaturadas, mas o TCU não apontou nada”, declarou. Ele creditou às críticas da época um ambiente político que, em sua avaliação, impactou negativamente o torneio e culminou no tratamento dado a Dilma durante a abertura.

Referência ao 7 a 1 e tour da taça

Lula ainda fez menção à derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014. “Se eles quisessem jogar certo, teriam feito mais três ou quatro gols”, disse, em tom de lamentação. O comentário arrancou risos do público presente, que incluía ministros, parlamentares, representantes da Fifa e executivos da Coca-Cola.

A cerimônia marcou a passagem do troféu da Copa pelo Brasil. Antes de chegar a Brasília, a taça esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro. O itinerário prevê 75 paradas em oito países latino-americanos, permitindo que autoridades e torcedores vejam de perto o símbolo máximo do futebol mundial. Depois da capital federal, o objeto segue para outras capitais da região.

Próxima Copa em três países

O evento também recordou que a próxima edição da Copa do Mundo, em 2030, será organizada conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos, repetindo o modelo itinerante que marcou a disputa de 2026. A expectativa da Fifa é ampliar o alcance do torneio e reforçar ações de marketing como o tour da taça, considerado uma vitrine de aproximação com diferentes públicos.

Além do presidente da República, participou da solenidade a atual presidenta do Banco do BRICS, Dilma Rousseff, que estava em Brasília para a assinatura de contrato de financiamento voltado à implantação do primeiro hospital inteligente do país. Ela não comentou publicamente as declarações de Lula, mas foi calorosamente aplaudida pelos presentes.

Ataques, obras investigadas e a histórica goleada da Alemanha formaram o pano de fundo das falas do presidente, que concluiu destacando a necessidade de “respeito às instituições e às pessoas”. “Precisamos aprender com os erros e virar essa página”, concluiu, antes de posar para fotos ao lado da taça.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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