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Lula e Flávio Bolsonaro lideram primeira grande sondagem para as eleições de 2026

Conexão Política

Foto: Conexão Política

A corrida presidencial de 2026, embora ainda distante no calendário oficial, já começa a ganhar contornos nítidos nos bastidores do poder e nas sondagens de opinião pública. Um novo levantamento realizado pela Nexus, sob encomenda do banco BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (30), revela que o cenário político brasileiro permanece profundamente dividido. O estudo aponta uma disputa polarizada entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, consolidando a força dos dois principais grupos políticos do país.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026, a pesquisa foi conduzida por telefone com 2.006 entrevistados. Os dados trazem um panorama detalhado não apenas das intenções de voto, mas também do sentimento de rejeição e do potencial de crescimento de cada figura pública. Para analistas, os números refletem a manutenção de um comportamento eleitoral que se cristalizou nas últimas eleições gerais, dificultando a ascensão de novos nomes.

Polarização consolidada entre Lula e Flávio Bolsonaro

No cenário de pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o presidente Lula aparece na liderança com 33% das menções. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro registra 26%, demonstrando ser o principal herdeiro do capital político de seu pai. O ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, ainda foi citado por 2% dos eleitores, o mesmo percentual atingido por nomes como Romeu Zema e Renan Santos.

A força dessa dualidade é reforçada pela análise qualitativa dos dados. Segundo André Jácomo, diretor de pesquisa da Nexus, a polarização impede que candidaturas alternativas ganhem tração. Atualmente, apenas 8% dos eleitores brasileiros se definem como simultaneamente “anti-Lula” e “anti-Bolsonaro”. Isso significa que a vasta maioria da população já possui uma inclinação clara para um dos dois polos, o que reduz drasticamente o espaço de manobra para candidatos que tentam se posicionar no centro.

Terceira via enfrenta dificuldades para romper bolhas

O levantamento também testou nomes que buscam se viabilizar como alternativas à polarização, a chamada “terceira via”. No entanto, os números mostram que esses candidatos ainda enfrentam grandes desafios de conhecimento e aceitação popular. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lidera esse bloco com 4% das intenções de voto. Ele é seguido de perto por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%.

Outros nomes citados incluem o escritor Augusto Cury, com 2%, enquanto Cabo Daciolo e Aldo Rebelo registram 1% cada. O cenário de fragmentação entre os candidatos de centro e direita moderada acaba favorecendo a manutenção do duelo principal. Para os estrategistas políticos, a dificuldade reside em criar uma narrativa que dialogue com o eleitor sem cair na dicotomia que domina o debate público desde 2018.

Rejeição e potencial de voto definem o teto dos candidatos

Além da intenção de voto direta, a pesquisa Nexus mergulhou nos índices de rejeição, um dos indicadores mais cruciais para prever o desempenho em um eventual segundo turno. O presidente Lula enfrenta uma rejeição de 49%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 48%. São números tecnicamente empatados que mostram que ambos possuem uma base sólida, mas também um teto difícil de ser ultrapassado sem a conquista do eleitor moderado.

No quesito potencial de voto, 50% dos eleitores afirmam que poderiam votar em Lula, contra 48% que admitem votar em Flávio Bolsonaro. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destaca que essa métrica é fundamental para entender a dinâmica de uma eleição que provavelmente será decidida nos detalhes. Embora Lula tenha uma vantagem marginal no potencial de voto, sua rejeição levemente superior equilibra a balança, tornando a disputa aberta e imprevisível.

Indiferença e indecisão marcam parcela do eleitorado

Um dado que chama a atenção no levantamento é o nível de desinteresse de uma parte da população. Cerca de 26% dos entrevistados afirmaram não se preocupar com a corrida presidencial neste momento, enquanto 30% declararam que ainda não sabem em quem votar. Esses números sugerem que, apesar da polarização barulhenta nas redes sociais, há um contingente significativo de brasileiros que ainda não se engajou no processo eleitoral de 2026.

Votos brancos e nulos somam 6% na pesquisa estimulada e 3% na espontânea. Esse grupo de indecisos e indiferentes será o grande alvo das campanhas nos próximos anos. A capacidade de cada candidato em converter esse desinteresse em apoio será determinante para o desfecho das urnas. Até lá, o Brasil segue observando a movimentação das peças em um tabuleiro político que, por enquanto, favorece os nomes já conhecidos do grande público.

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