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PF e CGU combatem esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias do INSS

PF e CGU combatem esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias do INSS

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova etapa da Operação Sem Desconto. A ação coordenada visa desarticular um esquema nacional especializado em aplicar descontos associativos não autorizados diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As equipes cumprem ordens judiciais simultaneamente nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. O foco da ofensiva é interromper a prática de crimes que lesam milhares de brasileiros vulneráveis e comprometem a integridade do sistema previdenciário nacional.

Investigação revela rede criminosa contra aposentados do INSS

Segundo informações oficiais da corporação, esta fase da operação busca aprofundar as provas sobre uma organização criminosa estruturada para o estelionato previdenciário. Os investigadores identificaram que o grupo utilizava entidades associativas para realizar cobranças indevidas sem qualquer consentimento dos beneficiários.

Além do estelionato, os alvos são investigados por crimes contra a administração pública e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. A estratégia dos criminosos consistia em pulverizar os valores descontados para dificultar o rastreio do dinheiro pelas autoridades financeiras.

O trabalho conjunto entre a PF e a CGU tem sido fundamental para mapear o fluxo financeiro dessas entidades. De acordo com o portal G1, o monitoramento de transações bancárias suspeitas foi o ponto de partida para identificar os principais operadores do esquema.

Justiça determina monitoramento e apreensões em quatro estados

Ao todo, os agentes federais estão nas ruas para cumprir 31 mandados de busca e apreensão. As medidas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico contra os principais suspeitos de liderar a organização.

A operação conta com um aparato robusto para garantir a coleta de evidências digitais e documentais. Os itens apreendidos serão submetidos a perícia técnica para identificar se há participação de outros agentes ou instituições no mecanismo de fraudes.

Prejuízo aos cofres e pensionistas chega a 6 bilhões de reais

O histórico da investigação impressiona pelos valores envolvidos. Estima-se que, entre os anos de 2019 e 2024, as entidades investigadas tenham subtraído cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas em todo o país. O volume de recursos desviados motivou o afastamento de pelo menos seis servidores públicos em fases anteriores.

Esta não é a primeira vez que o grupo é alvo das autoridades. Em março, a Operação Indébito já havia cumprido mandados no Ceará e no Distrito Federal. A continuidade das ações demonstra a capilaridade do esquema, que se estende por diversas regiões do Brasil.

Em abril de 2025, uma fase anterior da Operação Sem Desconto mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 auditores da CGU. Naquela ocasião, a Justiça determinou o sequestro de bens superior a R$ 1 bilhão, evidenciando o poder financeiro acumulado ilegalmente pela rede criminosa.

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